Francis Ford Coppola, Al Pacino e Diane Keaton by Harry Benson, 1971.

Resenhas rápidas: Diane Keaton, DNA e romances

Os seis livros que li no último mês — mais ou menos

Na verdade, tem dois livros aí que eu li anteriormente esse ano, mas só agora foram publicados e entraram nos Skoob e GoodReads da vida. Então, resolvi deixar tudo atualizado nessas redes e inclui-los nas minhas resenhas do mês. Vamos lá?

  • Alucinadamente Feliz: Um Livro Engraçado Sobre Coisas Horríveis — Jenny Lawson: Esse livro tem uma capa linda e foi por isso que comprei. A história é boa, só não me cativou tanto. Não é um romance e nem ficção, é a autora falando do seu cotidiano como alguém com ansiedade, depressão, distúrbio de automutilação, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania. Pois é. Apesar disso, ou justamente por isso, Jenny é uma pessoa (alucinadamente) feliz e essa sua felicidade inebriante é o tema do livro. Eu gosto desse tom de superação e de “você pode ser feliz apesar de todos os problemas”, mas ali achei meio cansativo o quanto ela é eufórica demais sobre tudo. Acho que não era o que estava procurando em um livro, escolhi o momento errado para lê-lo e por isso me cansei tão rápido. De todo modo, é um livro legal e você certamente dará umas boas risadas (eu ri bem). A alegria de Jenny Lawson parece ser verdadeira e ela dá boas lições de vida, além de contar causos hilários.
  • A Melhor Coisa Que Nunca Aconteceu na Minha Vida — Laura Tait & Jimmy Rice: Possivelmente um dos melhores romances que li esse ano. O mais divertido, fofinho, melhor escrito e gostoso de ler. Conta a história de um rapaz e uma moça que são amigos desde a adolescência, apaixonados em segredo um pelo outro, até que se reencontram na vida adulta e a pergunta é: será que ainda é tempo de se declarar e viver esse romance? Cada capítulo traz o ponto de vista de um dos personagens, Holy e Alex, e você vai descobrindo os pontos escondidos da história que fizeram com que os dois se distanciassem no decorrer da vida e o motivo de nunca terem revelado um para o outro o amor que sentem. O meu favorito é o Alex, o jeito dele descrever seu dia, seus amigos, é muito engraçado e verdadeiro. Eu amei esse livro e leria tudo o que os autores escrevessem pelo resto da vida.
  • Um Encontro (Depois do Fim #1) — Lillian Lyra: Esse eu já tinha lido antes, lá pelo meio do ano no Wattpad, mas agora chegou na Amazon e eu baixei para prestigiar a amiga. A história de “Um Encontro” é bem bonita e pesada, um caso de amor improvável que poderia dar certo, mas a moça esconde um segredo terrível que… Leiam! A Lillian prometeu que a história terá continuação e eu vivo por isso.
  • Malvarrosa — Tati Lopatiuk: TE METE! Meu primeiro livro publicado pela Amazon, Malvarrosa esteve disponível durante todo o ano no Wattpad e esse mês se tornou exclusivo para Kindle e seus assemelhados. Obviamente sou suspeita para resenhar, então vamos à sinopse. Se trata de uma história de amor e amizade com um tom meio sobrenatural. É bem curtinho, 62 páginas e você lê rapidão. Compre aqui, depois me diga o que achou!
  • Agora e Sempre: Memórias — Diane Keaton: Lindíssimo livro que uma amiga fez questão que eu lesse e me emprestou o seu. E acertou na imposição literária (adoro), o livro é ótimo. Não é exatamente uma autobiografia da Diane Keaton e sim uma homenagem da atriz à sua mãe, onde vasculhando os inúmeros diários que esta deixou descobrimos de onde veio a base para Diane ser a pessoa incrível que é. É um retrato muito delicado e emotivo da relação entre mãe e filha e, claro, refletindo sobre a história da mãe, Diane também abre espaço para que conheçamos a sua. Dos tempos do teatro, o começo da carreira no cinema, o relacionamento com Woody Allen, a eterna paixão por Al Pacino, a maternidade solo e tardia com a adoção, está tudo ali sem censura. Leitura para emocionar e ficar de coração quentinho.
  • O Polegar do Violinista: E outras histórias da genética sobre amor, guerra e genialidade — Sam Kean: Esse livro é incrível, daqueles que você lê quando quer se sentir bastante inteligente e de um jeito pop. Eu estava com saudades de ler livros tipo os do Oliver Sacks, sabe? Aquelas não-ficções sobre temas cabeçudos, porém tratadas de um jeito leve e divertido. O livro de Sam Kean é perfeito nesse sentido, aprendemos sobre DNA e genética desde o começo dos tempos ao mesmo tempo em que ficamos sabendo de histórias absurdas que aconteceram para que hoje pudéssemos desfrutar de conhecimentos como genoma e outras tretas. Recomendo demais, muito mesmo.

E foi isso! Desses livros, a maioria eu peguei pelo Kindle Unlimited. As excessões foram Alucinadamente Feliz, que comprei a versão digital pela Amazon e Agora & Sempre, que emprestei a versão física da amiga. Tinha fechado uma meta de leitura em 35 livros no GoodReads para esse ano. Já estou em 29, acho que consigo!

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