Mais uma quinta feira, mais uma saída comum para nós quatro, pelo menos era pra ser. Mas dessa vez eu me sentia diferente, me sentia outra. E, pra falar a verdade, eu não direito o que havia mudado. Me peguei pensando, no meio da multidão, olho ao meu redor: Onde estou? O que estou fazendo aqui? Essas foram as primeiras perguntas que me fiz. Não me sentia dali. E pra onde foi todo o meu ânimo? O que me trouxe aqui? Não parava de pensar nisso. Ao meu redor, a mesma cena de sempre, mil universitários bebendo para esquecer todas as decepções e frustrações da vida, ao som de funk e rap, aqueles mesmos caras que tentam te agarrar sem ao menos querer saber teu nome, e aquelas mesmas minas pensando apenas em sua aparência e no que esses babacas vão pensar delas. Relacionamentos líquidos e superficiais. Em qual momento as pessoas começaram a pensar mais em ter do que em ser? Para onde foram toda a essência e a intensidade do mundo? O que fizeram com todas as relações sólidas e a profundidade das pessoas? Olhei para um lado, olhei para o outro, e eu estava rodeada de pessoas vazias. Me senti incomodada. Não me sentia dali. Preferi fugir antes que eu começasse a me misturar e me sentir vazia também.
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