“Ih, fudeu” ele disse.
Eu ainda focada em ler corretamente o nome de um molho. Enquanto ele completava o sabor repolho de algo que eu nunca tinha ouvido falar, desacelerava o carro e esperava, ou não, pelo motorista alucinado vindo da pista da esquerda querendo dobrar a direita.
“Nossa, já bateram o carro no meu bem assim aqui”. Eu disse.
“Sim, eu sei. Foi nisso que eu lembrei”
E entre molhos, piscas e batidas tu mostrou o teu mais puro ser. Aquele que pensa, conecta e age de forma tão rápida e violenta a ponto de prever e escapar de um acidente.
Bom eu ainda estou tentando lembrar o nome do molho.
Como pode um ser ir em três pontos diferentes e ainda assim estar presente em um só?
Tu me diz “tu não faz ideia do quanto eu te amo!”
E eu sempre sei que sim, eu faço. Eu vejo. Eu respeito.
Sei tanto que de todas as formas que um perder o chão te faz sair da linha e querer voltar logo em seguida. Sei que tu vai sempre em três pontos pra encontrar o centro daquilo que mais faz sentido.
Não vou julgar, deve ser complexo ser um furacão de três pontos. Buscando a base todo instante. Ao menos é uma base sólida, por que tripé não tomba. Né?!
