Ontem, faz tanto tempo.

Sempre gostei de escrever, misturar palavras e me misturar. Assim mesmo, me confundindo sempre . Quando criança, as vitimas eram pessoas próximas a mim, que recebiam cartas e bilhetes sem motivo aparente, e depois, tornaram-se alvo aqueles garotos da 8° série que certamente julgavam o vídeo game mais importante que tantas palavras juntas, formando sentimentos e tanta coragem. Tolos, todos. E foi exatamente aí que as coisas tomaram outro rumo. Sentimentos que não eram meus começaram a preencher aqueles espaços. Dores e amores que não me pertenciam começaram a aparecer nas frases que eram formadas. Tudo isso porque passei a não sentir mais. O banal tomou conta, apoderou-se de alguém que talvez — e só talvez — um dia viveu de verdade.

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