Destino?

As vezes eu penso que a vida é injusta, que tudo deveria acontecer do jeito que eu quero, do jeitinho perfeito que crio na minha cabeça. Se fosse pra ser assim, o destino seria só uma palavra, com um significado até convincente, porém mentiroso. Mas sabe, eu acredito mais no destino do que nessas paranóias de que a vida é injusta que a gente cria nos momentos egoístas. A vida não é injusta. Já parou pra pensar que tudo acontece por uma razão? Que tudo tem um motivo pra acontecer exatamente como acontece? Que por mais que você acha que poderia ter feito diferente você não poderia ter feito diferente, por que tinha que ter sido como foi? Eu levo isso muito a sério. Penso que desde quando Deus resolve que vamos vir pro mundo, ele pega o livro da nossa vida, com a nossa história toda escrita lá, com cada passo que vamos dar, tudo bem anotadinho. E acredito também que nada e ninguém consegue mudar nenhum ponto que está lá. Sabe todas as pessoas que você conhece por acaso, do nada, sem nenhum motivo, e cria um vínculo que não sabe explicar? Costumo pensar que essas são os personagens mais legais do nosso “livro da vida” (os mais legais, não os mais importantes). Os mais legais porque acho que elas vem pra ensinar, pra mostrar sentimentos que ficam tão bem escondidos que nem sabemos que existem. As vezes essas pessoas chegam, fazem um estrago danado e vão embora ne? Mas aprendi, com algumas intensas experiências, que preciso mesmo é agradecer por essas criaturas passarem por nós e deixarem um pouquinho delas com a gente. Só precisamos arrumar a bagunça e pensar que aconteceu porque tinha que acontecer! Em momento nenhum procurar explicações, nada de tentar entender. Só tem que dar a cara a tapa, se entregar ao máximo, mergulhar fundo, chorar se for preciso. As vezes essa passagem rápida e incerta machuca, dói, pode ter certeza que dói, mas quem disse que a dor não passa? Quem disse que algum sofrimento é eterno? Não da pra fugir, se é pra ser assim, vai ser, não importa o que você faça pra tentar mudar, tá escrito e não há borracha que apague… Isso é viver! É confiar no destino. É seguir o roteiro do seu livro sem saber do futuro.