Um dia qualquer

Agressividade, agressão, desagrado,
Mas que ego inflado!
Ele passou do meu lado,
Me olhou mas não me viu
Pergunto-me se é devido ao seu sexo, másculo, varão, viril,

tão frágil quanto é vil.

O vazio dispara ao entardecer,
A adrenalina me faz esquecer
Do dia que só fiz sobreviver.

Enquanto caminho sinto desaparecer…

Caminho entre demônios com bíblias na mão,
Caminho entre lobos fingindo ser o que não são,
Caminho entre humanos desumanos ególatras e sem ser,
Caminho na multidão.
Todos se confundem ao escurecer,
Apenas nos mostram o que queremos ver.

A embriaguez necessária me corrompeu
No alcoolismo de Morfeu.
Fugir, alucinar (suspiro)… Eu me entregaria,
Se amanhã não precisasse trabalhar,
Se depois não precisasse estudar,
Para enfim eu poder descansar.

foto tirada por Tayane Freitas.

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