A Gestão da MOEDA

A implantação da Moeda no Brasil será gerenciada pela Green Cross Brasil em parceria com outras instituições, e operacionalizada primordialmente pelo Sistema Unicafes/Cresol, pelo Sistema Unicopas (Unicafes, Unisol e Concrab) e pelo Sistema ANAFES (Associação Nacional da Agricultura Familiar) com participação de instituições do Governo Federal, dos Estados e Municípios.

Em cada Unidade da Federação haverá um CTG — Grupo Técnico Gestor, constituído pelas principais instituições públicas e privadas envolvidas e comprometidas com a Moeda e com o atingimento de seus benefícios, para pensar estrategicamente, acompanhar e propor mecanismos e processos para aumento da efetividade da Moeda, bem como cuidar da inter-relação entre pessoas e da articulação e intercooperação entre as instituições.

A garantia de assessoramento técnico e comercial será dada por equipes técnicas integrantes das Bases de Serviços Técnicos e de Comercialização, em principio vinculadas às instituições congregadoras do sistema cooperativo (Unicafes, Anafes….) e presentes nos municipios polos e nas microrregiões.

Tudo acontece nos municipios. Aí é que estão atuando as cooperativas e as instituições parceiras da Moeda e as Bases de Serviços Técnicos e de Comercialização. Além dos projetos voltados estritamente para as cooperativas, poderão ser implementados projetos produtivos comunitários como hortas e lavouras comunitárias, oficinas de artesanato, organização de feiras de turismo, de artesanato, do produtor rural, dentre outros projetos.

Pretende-se que os municípios do interior se integrem ao Programa Moeda, pois além de ter órgãos municipais com missão de assegurar o bem estar da população tem como adquirir os produtos das mulheres incentivados pelo Programa. O ideal é formatar o programa municipal dentro dos objetivos dos ODS, constituindo um Comitê Local.

Operadores e Parceiros

A Moeda prescinde de terceiros para sua implementação. Entretanto, como predomina seu aspecto social sobre o financeiro é importante iniciar sua implantação utilizando as associadas das cooperativas, com prioridade para as classificadas como solidárias, integradas ao Sistema Unicafes e a outros. A Moeda atuará com as instituições que congregam as cooperativas, que deverão cuidar da disseminação entre as cooperativas de sua base.

As cooperativas solidárias são cooperativas integrantes do Sistema Unicopas (Unicafes, Unisol e Concrab), dentre outros, voltadas para o atendimento dos agricultores familiares e dos diversos segmentos de economia solidária. São partes do processo de desenvolvimento econômico e social do país, contribuindo para a geração e manutenção de postos de trabalho e de renda sustentáveis nos campos e nas cidades.

O Sistema Unicafes composto de 1.100 cooperativas singulares de diversos ramos da agricultura familiar e da economia solidária atua em todos os estados do Brasil. O Sistema Confesol, que faz parte da Unicafes, é formado por cinco centrais de cooperativas e reúne 156 cooperativas de crédito rural.

As cooperativas solidárias, na proposta da Unicafes, contribuirão na produção de bens e serviços para disponibilização aos seus associados e, também para os associados das demais cooperativas, bem como podem se constituir em fornecedoras para os comerciantes que tenham aderido aos serviços dos “Bancos Comunitários” (118 no Brasil em maio de 2016) aumentando transações das cooperativas solidárias.

Com o apoio do cooperativismo de crédito, a expansão da riqueza dos cooperados será notável, pois empréstimos e financiamentos ocorrerão para aumento da produção e da agroindustrialização, bem como para expansão dos mercados podendo as cooperativas financiarem a produção familiar com créditos na Moeda e a comercialização dos produtos a pequenos e médios empresários, entre outras opções de uso que levem ao aumento da produção e da renda líquida dos associados das cooperativas, inclusive das cooperativas de crédito.

Entre os parceiros identificados da Moeda encontram-se:

I Parceiros Públicos:

a) Federal: Ministério do Trabalho e Emprego/SENAES- Secretaria Nacional de Economia Solidária, Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário/SESAN- Secretarria de Segurança Alimentar e Nutricional, INCRA. Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicação/Departamento de Politicas e Programas de Inclusão Social, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/ CONAB — Companhia Nacional de Abastecimento, Embrapa; MEC/ Universidades, Institutos Federais de Educação, FNDE, Comissões parlamentares (Senado e Câmara dos Deputados) Frentes Parlamentares,….

b) Estaduais Governos Estaduais: AVA, Secretaria de Gestão e Planejamento, Secretaria de Trabalho e Emprego e de Ação Social, Secretaria da Mulher, Secretaria de Segurança Publica, Secretaria de Agricultura, Programas de Crédito para Fomento, Bancos do Povo, entre outros. Comissões da Assembleia Legislativa, Universidades Estaduais e Emater

c) Municipios: Secretaria de Ação Social, Secretaria da Agricultura

II — Parceiros privados

a) Cooperativas de Crédito Solidário e de Empreendimentos da Economia Solidária como UNICAFES / CRESOL e outras como a Unisol e Concrab, formadoras da Unicopas; com os empreendimentos da economia solidaria atingimos a área urbana onde se encontram a maior parte dos empreendimentos coletivos, inclusive as associações e cooperativas de catadores de lixo, do sistema prisional, as associações de moradores, as confecções associativas etc.

b) Instituições estaduais sem fins lucrativos como a Fundater e outras com funções de articulação institucional, de capacitação, dentre outras exigidas pela Moeda.

c) Bancos Comunitários (em torno de 120 no Brasil) e que proporcionam crédito aos seus associados para comprar alimentos, material de higiene e também crédito produtivo. E Associação Nacional de Bancos Comunitários, em São Paulo.

c) Cooperativas vinculadas ao Sistema OCB: crédito, produção agropecuária e de outros ramos.

d) Bases de Serviços de Assistência Técnica e Comercialização com a missão de assessorar os empreendimentos da agricultura familiar e da economia solidária na busca dos melhores resultados para seus projetos socioprodutivos e sociais, com ações nas áreas de produção, beneficiamento/industrialização e comercialização. Essas bases alimentariam o Portal de Comercialização (rede sociotécnica e comercial) e auxiliariam o processo de intercooperação e intercomercialização entre as cooperativas, entre outras funções. A Unicafes e outras instituições poderiam disponibilizar essas bases, que serão mantidas com recursos oriundos do emprego da Moeda e da comercialização dos produtos pelas cooperativas. Tais bases seriam organizadas regionalmente e em apoio às cooperativas e aos empreendimentos da economia solidária e ao pequeno comércio que se relacionar com a Moeda.

e) Entidades de classe dos agricultores e de empreendimentos da economia solidária

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