Influenciadores digitais e sua segmentação

Na década passada, muitos eventos que interagiam com influenciadores digitais eram erroneamente descritos como “evento para blogueiros”, ignorando que já naquela época pessoas que escreviam em blogs dividiam espaço com moderadores de comunidades no orkut com muitos membros. O termo “hub social” já era usado por agências com mais visão ou gente que entendia que os blogs eram só o início.

(Opa, muita calma nessa hora: você não sabe o que é um influenciador digital? Vamos à uma definição simples, mas funcional: são pessoas com relevância nas redes sociais [seja por sua audiência, público específico que conseguem atingir ou conteúdo de alto nível ou tudo isso junto] que podem influenciar grupos contra ou a favor do seu negócio.)

O orkut ficou para trás, mas os influenciadores estão por aí. Hoje em dia é loucura reduzir eventos para esse tipo de comunicador como “encontro de blogueiros” quando você tem twitter, youtube, vine, páginas no facebook e diversas outras plataformas plenamente ativas e influenciando diversos negócios. Qual evento de gastronomia pode abrir mão de um perfil no instagram relevante?

Nesse cenário onde tantos são influentes e nem todas as marcas conversam com tantos a segmentação surge como chave para atingir os melhores resultados. Seja em publicidade ou relações públicas, atingir o segmento errado pode significar desde um esforço inútil até uma crise. Duas histórias que acompanhei em tempos nem tão remotos:

a) Uma marca de fast food convidou influenciadores do segmento gastronômico para um lançamento. Uma das convidadas odiava a marca publicamente, mas aceitou o convite e aproveitou a oportunidade para falar mal in loco do sabor.

b) Um evento de tecnologia chamou um geek, famoso por ser absolutamente cético e “do contra” para uma coletiva. O sujeito monopolizou o evento fazendo todas as perguntas possíveis e duvidando de todas as informações de forma incisiva, desencorajando outros convidados a participarem. Ele não foi mais convidado para outros eventos, mas não se incomodou: sua área de relevância em redes sociais era esportes, embora trabalhasse com tecnologia.

Nas duas situações, os eventos só não fracassaram completamente devido a boa vontade de outros convidados. O equilíbrio entre atingir a meta de comunicação nessas situações é tão frágil quanto o seu cuidado em selecionar as pessoas que deve conversar. Não existem hubs ou influenciadores que se interessem ou se relacionem de forma igual por tudo.

Cada um terá uma empatia maior ou menor com suas ideias. Conversar com a pessoa certa que conversa com o as pessoas certas é uma expertise vital para qualquer comunicação em redes sociais. Fique atento às oportunidades, seja cuidado, mas principalmente: converse.