OKJA
Disponível para assistir desde 27 de Junho no Netflix, o longa [vaiado durante a exibição no último Festival de Cannes] OKJA é bonito, simples e muito dramático. E tornou-se o centro de muitos debates pelo mundo afora.

A história de amizade de uma garotinha e um superporco, contado aos olhos da direção de Bong Joon-Ho vem levantando questões a cerca não só do capitalismo, como também do nosso modo de vida contemporâneo.
É quase que impossível não se indagar sobre questões tão peculiares e rotineiras, como: a indústria da carne (que abate anualmente, certa de 70 bilhões de animais), a publicidade, o radicalismo dos ambientalistas, a indústria de alimentos geneticamente modificados, o oportunismo da grande mídia e etc. Não preciso ser clichê comentando o quanto a fábula é indigesta, realista e atual. Ainda assim, OKJA não chega a ser um filme militante. Mas humano, afinal, Mikha gosta de sopa de frango, assim como a gente, que tem gato ou cachorro em casa, mas não dispensa um churras no final de semana.
OKJA trás à tona uma polêmica sobre o on demmand e a possibilidade dos fins em salas de projeção. Em minha opinião, uma grande besteira, dado que filme é arte, seja onde for visto. E é preciso lembrar que embora não pareça, o cinema não é só feito de negócios. Há a experiência, o fato de você estar num lugar neutro, sem ser interrompido pelo mundo exterior, a qualidade da tela, do som… Além de todos os desafios de quem produz, pensando, na maioria das vezes, nessa experiência, nesse lugar neutro, na qualidade (e tamanho) da tela, do som.
Então vamos deixar de mimimi e focar no que importa, porque OKJA é cinema. E do bom.
Curiosidades:
- Bong inspirou-se nos filmes de animação do mestre japonês Hayao Miyazaki.
- Existem cenas pós-créditos, tu viu?
- Bong se inspirou em Trump e Ivanka para criar a Lucy Mirando.
