Havia tempos quentes de sentimentos que te comsumiam
e tua cidadela reservada, com muralhas enormes, te protegiam do perigo externo
e o calor era perceptível nas janelas da alma
Mas a malemolência dos forasteiros te encantou
teu lado abrigo gritou ao ver beleza num corpo desconhecido, estranho, que não demorou te ludibriar
Havia tempos mornos de sentimentos que te doíam
tua cidadela já era exposta, e nela um corpo ludibriador fazia pirraça
a falta de contentamento começava a fluir, mas o apego não te deixou fechar portões
Havia tempos gélidos de sentimentos apáticos
muros derrubados, abrigos lotados de cansaço
melancolia que te vagava pelas ruas, e acordar tinha virado cansativo, e deitar no breu era assustador
presença nenhuma era tão encantador quanto parecia, eram um “tanto faz”
até que o mundo esfriou, e nem a brasa do cigarro aquece teu pensamento
e as luzes da cidade te cegam
o barulho dos motores te incomodam
o pensamento de terceiros te perturba
teu aconchego se foi.
