morg
morg
Jul 30, 2017 · 1 min read

Havia tempos quentes de sentimentos que te comsumiam

e tua cidadela reservada, com muralhas enormes, te protegiam do perigo externo

e o calor era perceptível nas janelas da alma

Mas a malemolência dos forasteiros te encantou

teu lado abrigo gritou ao ver beleza num corpo desconhecido, estranho, que não demorou te ludibriar

Havia tempos mornos de sentimentos que te doíam

tua cidadela já era exposta, e nela um corpo ludibriador fazia pirraça

a falta de contentamento começava a fluir, mas o apego não te deixou fechar portões

Havia tempos gélidos de sentimentos apáticos

muros derrubados, abrigos lotados de cansaço

melancolia que te vagava pelas ruas, e acordar tinha virado cansativo, e deitar no breu era assustador

presença nenhuma era tão encantador quanto parecia, eram um “tanto faz”

até que o mundo esfriou, e nem a brasa do cigarro aquece teu pensamento

e as luzes da cidade te cegam

o barulho dos motores te incomodam

o pensamento de terceiros te perturba

teu aconchego se foi.

    morg

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    morg

    sixteen years old and smoking hand rolled cigarettes

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