
Porto-alegrense, já transitou pelas Artes Plásticas e Arquitetura na federal. Especializou-se na técnica de “smalti” em Milão e mosaico em mármore em Verona. Participa de murais coletivos pelo país e exterior e de projetos que buscam capacitar jovens de baixa renda na cidade. Em 2014, participou como artista na III Bienal de Muralismo e Arte Pública em Cali.
Trabalha também com arquitetos, artista especializada em mosaicos, Silvia Marcon ministra oficinas e trabalha com grandes projetos para arquitetos, instalando suas obras em calçadas, murais, piscinas, ou seja, decoração em geral, como explica em reportagem ao Sul 21.
No começo, confeccionava as obras com alunos dos cursos que ministrava também há distribuídas por aí peças feitas por artistas convidados. Essa criação em conjunto é um dos motivos que fizeram Silvia não assinar a maior parte das obras.
Foi em novembro de 2014 que começou o projeto que passou a estampar sua arte por diversas ruas da capital gaúcha. As “Mona Lisas” que constrói, cada uma com suas caraterísticas específicas, surgiram a partir da vontade de realizar intervenções urbanas.
Na entrevista também conta que não é a favor de coloca-las em lugares tombados. Uma de suas obras no Viaduto da Conceição “Sou contra botar em lugares tombados também, não faria isso. Então eu primeiro boto olho no local. Essa do Viaduto da Conceição, na Avenida Independência, que foi colocada no domingo (20), ficou bem bom, porque ali é um lugar que não é tombado, não é ‘de ninguém’, é na via pública”, relata Silvia, destacando que as obras também trazem cor e “deixam bonita” a paisagem urbana. Sul 21
A grande Mona, na verdade, nasceu como projeto particular para o responsável por uma passagem de pedestres também chamada Lanceiros Negros. “Eu e esta minha amiga de Buenos Aires começamos a fazer essa Mona Lisa grande. Quando, de repente, eles deram para trás, a gente já estava na metade do trabalho. Aí pensamos em seguir fazendo. Um pouco depois disso, eu estava subindo para meu ateliê, que é a uma quadra da ocupação, e vejo aquela faixa escrito ‘Lanceiros Negros’”, conta.
Silvia começou a fazer as “monas” e a espalhá-las pela cidade há três anos. No começo, confeccionava as obras com alunos dos cursos que ministrava também há distribuídas por aí peças feitas por artistas convidados. Essa criação em conjunto é um dos motivos que fizeram Silvia não assinar a maior parte das obras.
– E também acho que fica uma curiosidade no ar — acrescenta.
Mas a ideia não se restringe mais às ruas, quanto menos às ruas de Porto Alegre. Silvia hoje recebe encomendas, participa de exposições e já instalou “monas” no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Curitiba e até em Buenos Aires, na Argentina.
