Review: Hatred (PC)

Depois de jogar entre uma e duas horas de Hatred, não consegui chegar à conclusão se ele é uma perda de tempo ou uma artimanha genial. Então vou considerar as duas hipóteses.

Hatred é o equivalente a passar o dia no Twitter reclamando da vida e passando indiretas passivas-agressivas: não serve pra nada, merece atenção zero, e ainda faz quem posta parecer um bobalhão.

É um jogo que é um golpe de marketing disfarçado de polêmica. O que, no caso, funcionou maravilhosamente porque a boquinha da indignação é, sinceramente, boa demais pra não se RSVP.

O anúncio de Hatred foi o convite a um banquete, só que quando o jogo saiu geral começou a se olhar porque só tinha couvert artístico e a música ao vivo era alta demais. Nem sinal do jantar. Cogita-se pegar um McDonalds.

Um jogo de tiro isométrico com controles ruins, design de fases inexistente (ande por ruas, pule janelas, fique preso em paredes) e menos violência do que Zombies ate My Neighbors. As execuções são repetitivas, mostram muito pouco e, felizmente, é possível desligá-las nas opções.

Inclusive, ainda não descobri para que serve assinalar, ainda nas opções, que eu estou jogando bêbado, tirando o Achievement.

Bom, então acho que Hatred é uma perda de tempo mesmo, e talvez eu só não esteja me sentindo mais trouxa porque não paguei para jogá-lo. Mas fatalmente alguém vai fazê-lo, o que me deixa profundamente triste. Pior: talvez alguém até continue botando lenha no fogo da polêmica e impeça que esse jogo vá para o poço de esquecimento que lhe é de direito, junto com Banjo-Kazooie: Nuts& Bolts.

Nota: Não/Sim

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