Analfabeto em Amar

letrado em fugir


Agora, para quê tanta marra, quando bate no peito o defeito de não saber amar. Cuidado com essa garra que expõe e (se) esconde a covardia de não querer, porque no fundo disse ao mundo não saber lidar.

Você esbanja uma jarra entre as coleções de corações que, mesmo vazia, se orgulha em guardar, defendendo não ligar quando dentro do seu,

moribundo eu

cansou de lutar.


Mas só me deixe recitar o conforto e o desconforto em não se acovardar, tomar fôlego e enfrentar a fraqueza do chamego,

a tristeza do seu ego

de saber que vai de machucar.

Não há receita pra vida, mesmo que ainda, a coragem tenha feito parte de sua história e por dolorosa memória tenha decidido pedaço seu matar. É você que narra. Contos amadores sob muros protetores.

O conselho,

de um alguém analfabeto em amar. Mas sobretudo, o receio, a mentira e o segredo, tudo em função do medo

De já ter estado lá.

Defendo desde de já ser, não portadora da inveja, e sim, observadora da estratégia que não cumpre com seu fim.

Diz termos sido sonho bom, enquanto só conheci o vão entre você e mim. Talvez de uma longe vista. Não que isso importe. Quero deixar a pista do seu eu covarde corajoso, sendo tarde e misterioso,por trás de tudo que já viveu. Sobretudo um ser forte. Não deixe que o medo que há, entre linhas vívidas ou a morte, ainda que infortunada seja a sorte…

Impedir-te de livremente amar.
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