AS (FALSAS) TEOLOGIAS DO INFERNO E SOFRIMENTO ETERNO.

Este assunto popula de maneira cruel a mente de muita gente, seja religioso ou não, todo mundo já ouviu falar do temeroso inferno.

Um lugar inóspito, uma espécie de playground luciferiano, um lugar para queimar e arder para todo o sempre.

Você, provavelmente já viveu ou conheceu alguém que viveu alguma situação insuportavelmente dolorosa, um momento muito difícil, algum resultado de ações voluntárias ou não, um momento crítico de má saúde, de más escolhas ou momentos inesquecivelmente ruins.

Seja lá o pior que alguém possa parecer ter passado ou presenciado, denomina-se com facilidade e entende-se também, qualquer expressão de viver algo muito péssimo como um infernal período.

Inferno não é somente um lugar figurativo, utópico, mas uma expressão comum para descrever algo no avesso de Deus, o oposto do bem.

Há também, uma expressão conhecida como inferno astral. Aquele momento não propício ao que é bom. A base mística de um indivíduo que justifica o momento e lugar onde tudo parece dar errado ou nada parece dar certo. Não importa, quem afirma viver o período de inferno astral — credita isso aos astros, ao alinhamento dos planetas, estrelas, ao zodíaco — crê que nada estará tranquilo e favorável.

Mas há verdade teológica na teoria do inferno? Se o diabo verdadeiramente existe, por que o inferno não existiria? A Bíblia realmente menciona a palavra Inferno? Se isso tudo é uma teoria, porque muitas religiões acreditam nisso?

Bem, para explicar de maneira resumida estas perguntas citarei alguns fatos históricos. E para justificar estas verdades, usarei a própria bíblia para desmistificar a teoria do inferno eterno, derrubar o mito do purgatório e esclarecer a história de Lázaro e o homem rico.

Todo este cenário foi criado, montado e editado pela igreja romana e alguns filósofos gregos deram uma pitada alegórica e carnavalesca nesta teologia que mais parece uma teoria da conspiração.

A doutrina de “inferno eterno” foi encomenda expressa da igreja medieval, que usava a pregação da pressão psicológica para conseguir as ricas indulgências, por obediência e apoio político para a inquisição (matar os “hereges”). Antes disso, os filósofos gregos em sua cultura multiteísta dividiam o “hades” em duas partes: uma para as “almas” dos bons e outra para as “almas” dos maus. Perceba que a origem do ensino é totalmente pagã, mais vazia que zodíaco e muito medieval. Heranças mistas aos cristianismo que hoje se difunde por aí.

É a mesma coisa que cultivar histórias folclóricas. Se fizermos analogias, o Saci e a Mula sem cabeça podem ser introduzidos do mito ao místico. São coisas totalmente distintas!

De uma perspectiva cristã, a ideia do inferno não é apenas cruel e incomum, bem como totalmente excessiva. Será que o Deus descrito na Bíblia como verdadeiro, justo e correto aprovaria algo como uma punição eterna?

A palavra “inferno” nunca existiu na bíblia!

Ok, mas se você conhece um pouco da bíblia, já leu alguns capítulos pelo menos do Novo Testamento, vai saber que existe esta palavra.

Claro! Na bíblia original, na versão original do grego e hebraico (aramaico) esta palavra realmente não existe, esse termo veio do latim e significa “lugar inferior”.

Infernum, infernus ou inferus. Todas estas grossamente significam em latim "as profundezas" ou o "mundo inferior".

Infeliz foi aquele que quis transcrever e transliterar do hebraico para algo tão sem sentido.

As originais Sheol, Hades, Ge Hinom, Ennom ou Geena não são traduções originais nem reais de infernus ou mesmo deste cenário que imaginamos.

Quando fizeram a primeira tradução da bíblia para o latim, a Vulgata Latina, acrescentaram este termo. Como a Bíblia não foi escrita originalmente em latim, adicionaram outra contextualização.

O inferno é algo bizarro para Deus, depois de considerar Suas palavras em Jeremias 7:31: “Eles… queimarem seus próprios filhos e filhas como holocausto, sacrifício que jamais ordenei e nem sequer pensei em requerer”.

Se a ideia de seres humanos sendo queimados é tão desagradável para Deus, como Ele sustentaria a ideia de inferno?

Estudos históricos apontam e sugerem que na época de Jesus, o termo Geena foi aparentemente usado metaforicamente para se referir a um lugar de destruição, um local real para descartes, um lixão já acumulando butano e queimando dia e noite. No hebraico não tem nenhuma palavra para tal conceito.

A palavra “Geena” foi assim traduzida como “inferno” é simplesmente uma tradução grega dos termos hebraicos “ge-hinnom” e “ge-ben-hinnom”, que significam “vale dos filhos de Hinom” e se referem a um vale real próximo a Jerusalém antiga. O vale descrito na Bíblia no Antigo Testamento como o point da época onde sacrifícios pagãos de crianças (2 Reis 23:10) eram feitos pelos próprios pais. Queimavam seus filhos em adoração ao deus Moloque.

Segundo alguns estudiosos, o vale de Geena tornou-se de fato um lugar que vivia em chamas, um espaço onde lixo e cadáveres eram largados sobre esta vala, um lugar incinerador na época de Cristo. Este lugar era constantemente alimentado por restos da cidade e dos corpos de criminosos e desonrados. Uma tradição bastante antiga.

Em qualquer caso, nenhuma das referências de Cristo a Geena sugerem qualquer tipo de tormento eterno.

Quando cita-se queimar no inferno, cita-se ge-hinnom, o lugar onde queimava-se 24h por dia os corpos dos malfeitores, bandidos e todo tipo de escória. Aqueles que não mereciam uma sepultura.

Aí, em mais de 50 citações a tradução da tradução da tradução de ge-hinnon para Geena moveu o contexto e os injustos para existência eterna num lugar de sofrimento + fogo.

Como os versículos sugerem, não soa particularmente parecido com torturá-los para sempre…

Já a estória do homem rico e Lázaro (Lc 16:19–31) também não nos ensina sobre um inferno eterno de tormentos. Se ler e raciocinar um pouquinho, perceberá que é uma parábola.

Sim, uma simples parábola para enfatizar outra coisa, não o inferno.

Perceba que o seio de Abraão não é o céu. (Hb 11:8-10, 16);

Pessoas no céu não poderiam se comunicar com os outros. (Is 65: 17);

Os mortos estão em suas sepulturas, ponto final. Todos nós somos material biólogo, definhamos e apodrecemos como uma fruta que passa do ponto. Viramos pó. Não ficaremos on-line e conectados perambulando por aí, away… (Jó 17:13; Jo 5:28, 29).

O homem rico estava corpóreamente presente, com olhos, uma língua… Já que implorava por algumas gotas de água na boca. É óbvio que o corpo definha quando são sepultados.

Se formos salvos, guardando os mandamentos de Deus, aqueles que se arrependeram em Cristo seremos recompensadas no advento do próprio Cristo, em sua segunda vinda, não precisaremos morrer e curtir uma pausa carnal, uma evolução pokemonzística do espírito. Não iremos falar para nossos familiares que fomos curtir uma morte ali e já voltamos. Que vamos ficar descansando num resort espiritual, de beunas num Spa cósmico, aasim tão tranquilo. (Ap 22:11, 12)

Se formos ímpios, rejeitando a salvação em Cristo e aqueles que cultivaram o mal seremos punidos em um “inferno” tipo cartão vermelho. Sem direito de ir para o banco! Estatemoa fora do jogo, expulsos não do jogo, mas da vida eterna. Seremos uma extinção própria, um término individual e espiritual e tudo isso só vai acontecer no final dos tempos, não logo em seguida a nossa morte. (Mt 13:40-42).

Logo, nem preciso gastar mais dedos aqui digitando para tentar explicar que a teoria — fantasia — do purgatório é pura ficção romana. Contradiz as próprias escrituras!

Pela história da igreja romana só vemos que ela trouxeram mais filosofia grega, folclores egípcios e idéias ditatoriais para manter o controle político e social do que realmente querer entender ou estudar a bíblia como deveriam. Usavam textos alegóricos (parábolas) da cultura judaica para criar conceitos literais e desusavam contextos literais para criar sobre eles contextos alegóricos.

Assim, muita gente hoje em dia interpreta textos literais como parábolas, parabolizam até a própria Lei. Chegam aos absurdos 80% de anulação da Lei de Deus usando expressões mal compreendidas, contextos simples.

Uns afirmam que Jesus anulou a Lei! Ah, você tá parabolizando com minha cara?

Sendo que ele afirmou que veio para cumprir a Lei dos profetas, a mesma do antigo testamento. (Mt 5:17-18).

O ponto é que parábolas precisam ser entendidas como parábolas, não literalmente. Ou precisará crer que árvores falam. (Jz 9:8-15).

E usar a parábola de Lázaro para justificar o inferno é uma idéia equivocada e infeliz. Ou você vai passar a acreditar que um Deus justo, um Deus de amor é um Deus no estilo Game Of Thrones. Põe você para assar um pouco e quando estiver no ponto te libera.

Assim, precisaria acreditar que TODOS herdarão o céu, se houver purgatório e inferno.

Não faria sentido! A contradição seria a própria Bíblia. O cristianismo poderia (na boa) se voltar para a filosofia espiritualista. Cinco vidas, um código secreto para ganhar uma outra vida, tipo Mario Bros. Cada um joga um tempo que merecer, quando pagar você dá final. Quem não souber a traquinagem ficará para sempre queimando no game over

E Deus? Estaria sentindo algum prazer em ver você queimar na eternidade porque foi ímpio?

“Hahaha, seu ímpio pecador! Não me deu follow, não curtiu meus posts, agora bloqueei você! Fora da minha lista de amigos.”

Aí você merece viver na lista de bloqueio queimando para sempre? Não faz sentido, né!?

Foi estes mesmos “sem sentidos” que um dia, estudando a Bíblia de verdade, me afastaram do catolicismo. Deixei de crer no Deus católico para crer no Deus relacional.

Não quero criticar o Deus católico, nem o catolicismo. Mas é deles a cultura do inferno, a teoria megalomaníaca de um tacho fervente de castigos eternos. Ele não é o mesmo Deus que conheço e me relaciono hoje.

Apresento para você o Deus verdadeiro!

O Deus que não te excluir por birra, que não vai te bloquear se você não o seguir (entenda isso como minha parábola) e o Deus que não vai denunciar seu perfil pelo seu conteúdo ofensivo ou promíscuo.

Sabe por que? Por que ele é o provedor da conexão espiritual. Um dia você simplesmente vai deixar de fazer seus uploads e downloads, o cabo vai ser desplugado e quem anunciar e autorizar a interoperabilidade da conexão perdida é Ele.

Simples, você será desconectado das suas contas, das sua redes espirituais, das suas amizades, dos clubes cosmológicos e recreativos e de toda sua obra! Sem mais!

Simples! Pra quê se debater crendo num inferno eterno?

Leia a Bíblia, estude a Palavra de Deus. Ela te liberta na verdade, a mesma que te liberta das mentiras e do inferno.

Texo: Flávio Conca

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