Somos criaturas que desde que nascemos procuramos constantemente por sentidos. Questionamos a vida desde que nascemos, aprendemos através de sinais nossos valores, tateando e aguçando nossos superpoderes sensoriais, somos limitados por nossas culturas.

O tempo, acumulativo e contado regressivamente, existia desde quando éramos feto, tempo que nos oxida e nos envelhece desde nossa fecundação.

Aí, saímos da confortável redoma ventricular, não reconhecemos a dor, mas sentimos.

Desdentados, nos desenvolvemos. Conhecemos o mundo fora da segurança maternal e aos poucos o equilíbrio do nosso corpo nos traz frações de liberdade.

Aprendizes, um entendemos que existe o não é o sim. Decodificamos sentimentos e quanto mais testemunharmos o passar do tempo, aprendemos a repetir, cremos que somos completos num mundo limitado… até conhecermos nossas limitações ou descobrirmos o significado de infinito.

A expressão é nativa, se manifesta em nossos genes. A fala nos acompanha sem darmos conta que, nós, humanos, somos exímios comunicadores.

Entendemos ordens dos nossos pais, aos poucos descobrimos limites. Aprendemos a questionar, cremos em tudo sem saber o significado de inocência.

Há expressão em nós, até os mais tímidos possuem imemso potencial. Há comunicação em tudo, tudo neste mundo comunica, tudo se transforma em sinais, símbolos, são signos de ancoragem social, tudo se expressa para alguma coisa.

Olhamos para o céu e avistamos formas familiares em nuvens após comunicamos com nossos arquivos de memória. O cociente e inconciente processam significados e vemos formas nas nuvens. E depois, em tudo procuramos sentido…

Adultos, discernimos, filosofamos, questionamos, arrazoamos e se não encontramos sequer uma referência de sentido racional em nossas vidas, caímos facilmente em desespero.

A expressão, nossa linguagem e a nossa comunicação desempenha um papel importantíssimo em nossa jornada por respostas e significados.

A natureza se expressa, as cores, formatos, formas, texturas e proporções se comunicam com algo, estão intimamente ligadas. Quando compreendemos nossa capacidade de expressar para comunicar nossos temores, nossas vontades e dúvidas, descobrimos um pode que nos leva ao ponto de equilíbrio memtal para elucidar a turbulência incoerente de nosso mundo interior.

Quando queremos fazer alguma coisa acontecer fora de nós mesmos usamos uma gama imensa de palavras, enriquecidos por um vocabulário nem sempre extenso, mas fazemos pedidos para concluir etapas, resolver problemas e sanar propósitos pessoais. Negamos, juramos com ênfase, damos ordens expressas e temos a capacidade positiva ou negativa de transmitir mensagens.

Quando a emoção sobressai, quando um colapso nos cobre, gritamos e até choramos. Algumas vezes, silenciamos tuda a capacidade expressiva, negligenciamos nossa capacidade de externar e algumas vezes cultivamos o fruto do acúmulo.

Quando direcionamos palavras e expressões, somos como transmissores e necessitamos de receptores. O etéreo se faz em carne, nossa fala requer carne, vida, respiração, controle muscular treinado e sincronizado, na maioria das vezes é indispensável língua, dentes, lábios, nariz, um conjunto vocal, da boca…

A linguagem humana é muito antiga, os idiomas possuem conjuntos amplamente organizados, com historicidade rica e origem desconhecida.

Usamos códigos muito complexos que se combinam para formar um sistema coerente antes imperceptível para o comunicador e transmissor que explora seu linguístico todos os dias de sua vida.

Juntamos isso tudo com a escrita e ampliamos nosso poder de comunicação. Ainda assim, há muita limitação. O mundo é carente de diálogo. Muitas sociedades, grupos organizados com ideais em comum, vivem conflitos que compreenderem a nós a falta de ética, moral e respeito.

Onde encantamos sentido agora? Em qual lugar devemos aportar nossas certezas e repousar nossas dúvidas?

Para este fim, ao longo das eras, o homem evoluiu suas ciências. Descobriu alguns terabytes fé informação, catalogou e dissertou em livros, registros permanentes de uma fração muito pequena no tempo cósmico.

O ambiente social nos apresenta um mundo repleto de culturas e pequenos mundos separados por crenças e costumes. Para avançar no entendimento de todas estas coisas, recorreremos para extrair da mãe de todas as ciências, é na teologia que debruçaremos para entender a nós mesmos e ao nosso ambiente, nosso convívio e reponder questões antes enigmáticas.

Para uns, a religião é uma forma de silenciar o dilema humano: o de não encontrar sentido na vida. Para outros, é a de dar nome, voz e atividade ao mesmo dilema e encontrar razão e emoção na reposta subjetiva: fé.

Há inúmeras teologias dispostas na herança social e humana. Mas é através da teologia cristã que adquirimos conhecimento aprofundado sobre o maior paradoxo humano. Ao conhecer mais sobre as traduções do texto bíblico, o contexto histórico e literário, podemos nos iluminar através das escrituras milenares contidas no livro sagrado e perceber nele todo o teor da religião cristã, suas doutrinas e compreender todo comportamento moral que reflete e interfere na modelagem das civilizações.

Tanto para os judeus como os cristãos, a Bíblia é a Palavra de Deus. Os que acessam estes escritos, dizem buscar e encontrar algo semelhante a uma presença que os introduz a uma outra dimensão, a transcendência.

A fé não é um fim, nem início. Fé é um meio.

Após uma quisição pessoal de fé, herda-se em seu mistério a compreensão do que não se vê. Ter fé é confiar no sobrenatural, em mensagens escritas e em testemunhos. Todo ser é introduzido na fé, ninguém nasce adorando. É preciso consciência, sem uma fé racional gera-se fanatismo.

Se apoia a má introdução dos desígnios de Deus em qualquer coisa que abata a moral, se a fé é cega, gera-se estupidez religiosa, intolerância e desequilíbrio emocional.

Fé cega é contagiosa. Há milhões de fiéis no Brasil com capacidade de sobreviver após doar tudo o que possui para uma instituição religiosa, liderada por um pastor que anda de carro blindado e habita em mansões. Enquanto escarnece a fé, usa o cristianismo para lavagem de dinheiro em extravagantes sessões de desentupimento de espírito.

E não seja preconceituoso, pense haver lá muito tipo de gente e não apenas gente pobre, gente humilde. Há lá, em nome da fé, pessoas de posse. Ora servem de propagandistas, ora de ratos de laboratório do tubo de ensaio chamado igreja.

Deturpam a fé, o cristianismo, a religião. Então, há a fé cega mas a racional também existe. E é sobre esta fé que vamos falar. A fé que questiona, a fé que busca tanto um sentido que a mantém maia viva e mais acesa que qualquer fé cega. A fé que leva uma pessoa a transcender ao conhecer a verdadeira face de Deus.

Tenha coragem! Questione!

“Provai e vede”