Dilema

O que, realmente, um cristão deve querer?

Fui observar uma discussão onde toda a hipocrisia e ânsia por poder terreal de Marcos Feliciano eram expostas, mas alguém acabou perguntando: “você não acha que se não houvesse deputados cristãos, muitas reivindicações dos ativistas gays iriam ser aprovadas?”

Ora, qualquer cristão GENUÍNO, antes de responder, deveria observar as perspectivas proféticas apresentadas na Bíblia com bastante critério. Por exemplo, no Antigo Testamento o profeta Daniel registrou: “E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.” (Daniel 7:24-25)

A confirmação dessa profecia foi dada, no Novo Testamento, pelo apóstolo João: “E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem [é] semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.” (Apocalipse 13:4-7)

E, como “tira-teima”, ainda há palavras deixadas pelo próprio Senhor Jesus Cristo: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. E, como [foi] nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” (Mateus 24:36-39)

As muitas reivindicações homossexuais, abortistas, democráticas… não seriam apenas o modo através do qual “o chifre” há de modificar “o tempo e as leis”? Poderiam as atitudes dos homens alterar as profecias… ou iriam apenas estabelecer a animosidade necessária para que a guerra, onde os santos desde já estão profeticamente DERROTADOS, venha a ocorrer?

Outrossim, se Deus alterasse sua Palavra profética para agradar esses “guerreiros político-espirituais”… isso não iria torná-lo mentiroso? E, mudando Deus Sua Palavra… que valor teriam a Bíblia e o evangelho?

Nesse tempo de manifestações populares entremeadas de vandalismo e violência, minha recomendação é bíblica: “Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: [Há] paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” (1 Tessalonicenses 5:1-3)

Meu discurso é repetitivo e nem mesmo digo novidades, pois por mais que desejem os homens criar revoluções inusitadas, no Senhor, que tudo sabe, não há mudança e nem sombra de variação.

E eis aí o dilema: se, de todo o coração, você pretende moralizar o país e o planeta através de leis que imponham um “padrão cristão” de comportamento, então você está crendo que pode alterar a palavra profética… e se você crê que pode fazer isso, então não crê na inerrância, na soberania e nem na imutabilidade do Senhor Deus… em suma, não é cristão e nem sabe no que crê!