Geração Streaming
Seguindo a tendência de sucesso da gigante ex-locadora de filmes, a maioria das empresas agora está investindo pesado na tecnologia de streaming visando lucro, mas até que parte isso é vantajoso para nós, meros mortais consumidores de conteúdo?
A Matriz quem começou com filmes e séries até então foram considerados loucos, quando ninguém sequer tinha ideia de como funcionava isso, e hoje é referência á palavra, seja pelo sucesso ou pelos produtos que agradam uma grande faixa; em seguida as gravadoras aderiram a uma plataforma similar para distribuir suas músicas ao redor do mundo sem preocupação com copyright; LIVROS! Sim, livros também entraram nessa onda (tá, é um pouco diferente mas não deixa de ser streaming) alguns serviços já fecharam mas a referência no ramo dos ebooks continua com o seu firme e forte, investindo pesado aumentando o número de assinantes e catálogo todo mês.

O grande problema que vejo nessa “onda”, é que são opções demais no mercado que aos poucos está se tornando algo saturado. Concorrência é bom para nós (consumidores finais) nos dando mais opções para seguir, mas e quando isso se torna algo nocivo para o bolso? Tendo em vista que até as TV’s abertas estão criando seus próprios streamings?
O que antes era centralizado agora dá a impressão de bagunça. Para ver série X você precisa assinar tal serviço, pagar de 20 a 30,00 a mais só por conta de um título, essse mesmo que estava lá na Matriz mas que foi retirado e disponibilizado exclusivamente no canal que a produziu, pois agora eles tem um serviço própio o xPlay. MAS para ter acesso ao xPlay e assistir Booking é necessário assinar um pacote de TV + internet que custa muito além do que você provavelmente irá usar, e no final nem compensa fazer isso tudo por uma série…

A impressão que tenho é uma chamada: Desespero. Todo grande canal agora tem um serviço de streaming atrelado a um pacote de TV, no qual aquele blockbuster só passa lá e se você não quiser perder tempo/paciência procurando torrent e legenda na internet é obrigado a assinar. Lembra muito uma tentativa de monopólio, parece também que estão se unindo contra a Matriz visto que perderam MUITOS assinantes para o serviço no último ano por exemplo.
Essa é mais uma tendência do mercado, consequências “da tecnologia” em que todo processo de transição os costumes vão sendo deixados de lado, novos “vícios” aparecem e junto com eles novas responsabilidades, nesse caso a exploração de um novo recurso até ele deixar de ser novidade e ser engolido por outro avanço daqui há 5 ou 10 anos.
O que é uma coisa natural se tratando disso, visto o que aconteceu com os vinis, mixtapes, cd’s, dvd’s e recentemente a mais nova vítima, o Blu-ray que prometeram tanto mas fracassaram feio.
Cabe a nós decidirmos o que assistir a partir de agora e evitar o máximo cair no void dos pacotes por conta de um título. A Matriz oferece muito conteúdo próprio e de forma acessível sem a necessidade de penhorar seus órgãos para acompanhar Booking.
E vocês, o que acham disso tudo?
