Repressão na tentativa da tomada do Palácio de Brasilia: Estado de Sítio

Raimundo Bonfim e Bruno Terribas

Sem dúvida foi uma das maiores manifestações em Brasília. Os mais de cem mil trabalhadores e trabalhadoras organizados em sindicatos, movimentos sociais e populares foram à capital com um objetivo claro: lutar contra as reformas e exigir a saída imediata de Temer. E não aceitar pacto por cima, nem qualquer saída negociada.

A manifestação democrática enfrentou forte repressão e de maneira valente rompeu duas barreiras de “revista” pessoal que visava afunilar e intimidar os participantes. Na chegada à área próxima ao Congresso e ao Palácio do Planalto, encontramos grades e a tropa de choque.

Mesmo manifestantes “acostumados” com os enfrentamentos de rua foram unânimes em afirmar que essa foi a maior truculência já enfrentada nas ruas do país desde a Nova República, sepultada de facto na presente data. A maior parte dos participantes, no entanto, manteve acesa a chama da resistência e permaneceu firme na garantia da liberdade democrática de manifestação.

Ao fim do ato, fomos informados, e estamos estarrecidos, com a decretação de um Estado de Sítio na pratica, com a solicitação de intervenção das forças armadas por parte do bandido (não há outro título para classificá-lo) Temer. Decisão tomada a pedido de Bota-fogo, ou melhor, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.

O governo consegue hoje sua vitória de Pirro, aquela que “outra dessa o arruinará completamente”. A face ante povo e autoritária deste governo moribundo mostra que hoje só se sustenta pela força. Apesar deles, amanhã há de ser outro dia. Essa Bastilha vai cair.

Raimundo Bonfim é da Coordenação geral Central de Movimentos Populares

Bruno Terribas é da direção colegiada do Sindipetro PAAMMAAP/CSP-Conlutas

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