Ilumine o que for essencial

Quem se é, quem se pretende ser, onde se está, onde se pretende em novo plano habitar. O que foi dito para querer e que realmente se quer, o que de fato é essencial. Quem se quer ter ao lado. Quanto tempo é preciso para se fazer valer a vida desejada e quanto tempo de fato temos disponível. Quanto de cada detalhe escapa diariamente enquanto se vislumbra a agonia do não saber responder nenhuma dessas questões.

Ultimamente eu me topo nesses questionamentos todos os dias. 
Ultimamente topo em pessoas fazendo os mesmos questionamentos todos os dias. Todos angustiados. Todos perdidos. 
Até parece um grande complo dos astros pra que todo mundo encare uma grande crise existencial.

Tem uma fábula chamada " Encontro em Samarra" que conta sobre um criado que topou com a morte na praça de um mercado. Ele a viu fazer um gesto que julgou ameaçador. Assustado, pediu o cavalo do seu amo e fugiu para Samarra. Mais tarde o amo encontrou com a morte no mercado e perguntou a ela "por que ameaçou meu criado com um gesto? " e a morte replicou "mas não foi um gesto de ameaça e sim de surpresa por vê-lo aqui em Bagdá, uma vez que tinha um encontro marcado com ele hoje a noite, em Samarra".

É de sede pelo amanhã que todo mundo tá parecendo caminhar pra uma morte por desidratação. Internalizo aqui em mim - não esbanjar um tempo e energia preciosa, assim como o criado, tentando evitar evitar a morte e deixando de viver a vida.

Como disse Jung, está claro que o primeiro passo é reconhecer o essencial.