Bitcoin — Onde estamos? Para onde vamos?

Se você estiver lendo isso, você faz parte de um seleto grupo de menos de 0,2% da população mundial, aproximadamente 16 milhões de pessoas, que está envolvido com o ecossistema de ativos criptográficos.

Desde 2009, o Bitcoin ocasionalmente surge na mídia após alguma ocorrência de grande magnitude: aumento ou queda abruptos de preço; envolvimento com organizações criminosas; grandes instituições trabalhando com a tecnologia; nações discutindo suas aplicações e seu futuro. Porém milhões de pessoas ainda não entendem sua utilidade, muitos acreditam que seja apenas mais uma novidade passageira, um esquema pirâmide ou uma histeria coletiva.

Gostaríamos, portanto, de lançar luz ao blockchain, a tecnologia por trás dos ativos critográficos e que irá revolucionar o mundo em que vivemos em mesma proporção que a internet o fez nos anos 90.

Os casos de uso mais claros estão nos mercados de seguros, logística, ações, contratos, propriedade, internet das coisas, varejo, inteligência artificial, serviços financeiros. Sabe-se, porém, que teremos impacto em outras áreas que ainda não temos capacidade de prever, mas podemos vislumbrar, como na distribuição eficiente de energia renovável entre nações e informações das emissões globais de gases poluentes.

É importante termos em mente que milhares de pessoas estão organizadas organicamente, sem gestão central, para manter essa rede através de centenas de milhares de dispositivos online. Isso é um sinal claro de que um movimento em escala global está acontecendo.

Para termos uma noção da grandeza desse movimento, imagine que o Google resolvesse entrar no mercado de Bitcoins, todos os seus data-centers representariam menos de 1% da força de computacional atual.

Bancos, grandes instituições e até países já começaram a discutir o blockchain, gerando grande euforia, atrito e turbulência ao ecossistema.

A especulação no mercado e a facilidade com que qualquer pessoa possa investir nos milhares de projetos em andamento criou um ambiente muito atrativo, de lucratividade incrível, porém muito perigoso.

Um projeto pode atrair milhões de dólares sem nenhuma prova de conceito ou produto finalizado, isso cria muitos questionamentos de pessoas proeminentes do mercado quanto à responsabilidade desses investimentos. Países como China, Coréia do Sul proibiram os ICOs, outros como os Estados Unidos, Brasil e Rússia estão trabalhando para uma regulação dessa modalidade de investimento.

Vitalik Buterin, criador da plataforma Ethereum, disse que 9 em cada 10 projetos irão falhar. Isso é uma métrica conhecida há décadas no mundo das startups, contudo para o segmento de investimento-anjo existem Venture Capitals, empresas especializadas nesses investimentos, que fazem um trabalho de análise e gestão aos investidores, diminuindo seu risco. Além disso, diariamente são constatadas diversas fraudes que causam milhões de dólares em prejuízo aos detentores dos tokens e criptomoedas.

Portanto, é certo que haverá muita turbulência no mercado quando projetos que tiveram fundraising consideráveis começarem a cair. Mas lembre-se que estamos apenas na alvorada dos ativos criptográficos, somos um mercado de menos de 200 bilhões de dólares. Somos apenas 0,2% da população mundial. Temos um longo caminho ainda a percorrer, com muitas oportunidades boas, mas não devemos desconsiderar os riscos.

Esta é parte do motivo pelo qual o projeto Tesseract Venture Capital foi criado — queremos fomentar a tecnologia blockchain, incentivar projetos de economia distribuída e focalizar investimentos contínuos para os Googles, Apples e Ubers do futuro.

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