Por hoje, só. Mais duas e me acabo, parto sem avisar. Ai de me pedirem pra ficar! Ficar? Ah, vá! Hoje não, hoje sou de Teresa, que, por sinal, há de ser minha também. Pelo menos hoje. Dos outros já não sei. Muito se fala mas nem quero saber. Hoje não ei de me estragar. Pensamento ruim pra quê? Povo besta. E ó, não é que a vermelhinha tem forma de amor!? Foi só falar de Teresa. Amor por ela não falta, tem de sobra igual fruta aqui. Lhe daria todas elas, uma de cada cor, caixas e caixas. Faltam só duas, aliás! Ô demora! Teresa não vai gostar. A mulher é brava, faz birra com tudo, tudo. Deve ser saudade. Mulher é carente de carinho mesmo. Pode até não admitir, mas é. Confesso que também gosto de um calorzinho, sendo de Teresa então… Tem coisa que só o amor da gente sabe fazer, que até o céu inteiro a gente promete em troca e acaba ficando com nome sujo pro resto da vida, igual mão depois de amora. Faltam só duas. Será que Teresa come fruta? Será que se lambuza?