Por: Wagner Galvão

Um bar, para começar

Olá tudo bem? Espero que esteja tudo ótimo com você aí do outro lado. Eu sei que blog e textão são algo em extinção mas… Me dê 5 minutos e você entenderá.

Quando eu comecei a me aventurar na música aqui no meio da floresta, Manaus, Amazonas, Brasil, eu pouco sabia de teoria, sobre produção e composição. Simplesmente eu comecei a perceber que meus projetos de livros iam de mal a pior e que eu nunca terminava-os, então entre um poema e outro vi que eles possuíam mais características de música do que qualquer outra coisa. Decidi colocar isso a prova montando a primeira formação de banda que tive contato. Começamos com um tributo a uma das bandas mais fantásticas que conheço, Placebo. Ué mas comecei com cover? Pois bem…Bem vindo a realidade musical!

Após meses ensaiando e um show muito bom no antigo bar chamado Dinastia, as coisas começaram a ficar dispersas, então comecei a rabiscar os primeiros arranjos quando eu possuía tempo (saudades). Alguns amigos da antiga formação da Garden All me acompanharam nessa nova fase e incentivaram a escrita, eu realmente achava que estava bom, mas ainda precisava de muita, muita estrada. Formamos então a Estranho Mundo de Mary, onde pela primeira vez pude focar em autoral, entre um deslize ou outro ensaiando Bettles, Los Hermanos (Que segundo um “produtor” da época nós estragamos o som e provavelmente era verdade, mas eu mandei ele se f**er e ele saiu do estúdio correndo), eu fui pouco a pouco torturando alguns membros da banda até acatarem que, daquelas letras banais, poderia sair alguma música (achando que era rock)
 Após a saída do nosso guitarrista do projeto eu tive a maravilhosa ideia de montar uma
 banda onde só tinham garotas e eu era o garoto da banda.

Clichê eu sei mas realmente achei bem legal, assim nasceu a Resta Um, ensaiamos nossas músicas e nos apresentamos com essa formação em uma festinha particular e foi supimpa, mas faltava o que? Mais estrada pra gente.

A vida é assim mesmo amiguinho, principalmente pra você que nunca teve contato com o mundo maravilhoso da música, cantar então se tornou um desafio pra mim e estou tentando até hoje. Após a saída de alguns membros da banda, entre uma treta e outra de integrantes X planos da banda X interesses profissionais, mantive a estrutura da maioria músicas intacta, adicionando um ou outro elemento a medida que íamos nos aperfeiçoando, dentro do estúdio. Apresentação em “palco” mesmo veio em 2010 e 2011 onde nos apresentamos algumas vezes no Caverna Rock Café, e se você achou esse nome familiar você não está enganado.

Muito obrigado por chegar até aqui, de brinde gostaria de dizer porque contei uma parte da minha história pessoal. É pelo simples fato de que, ao mesmo tempo, começavam a surgir uma nova safra de bandas autorais na cidade, quando digo isso é porque nas minhas investidas de banda pude ver essas bandas se formando, aperfeiçoando sua sonoridade e me trazendo um enorme orgulho de ver isto pessoalmente e….

Esse é o ponto de partida para nosso diálogo :)

O Caverna foi um desses poucos lugares a colocar banda iniciante e desconhecida para tocar música própria, não foi o único eu sei (se você tiver histórias me manda uma mensagem) ainda vou citar muitos outros, aguardem.

Caverna — 2012
Caverna — 2012

Caverna Rock Café — 2012 — Não teve jabá pois o bar já fechou.

Passaram-se 5 anos desde a última apresentação da Resta Um no falecido Caverna e nossa cena musical vem crescendo em qualidade e sonoridade e neste espaço gostaria de compartilhar algumas idéias e desabafos pessoais! Muita energia positiva para vocês e volto já!

Resta Um — 2012

Originally published at textoelementar.wordpress.com on August 31, 2016.