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o “Salve Geral” do PCC, em 2006

Noite na periferia paulista. José havia acabado de voltar do hospital com a filhinha de 8 meses. Quase teve um troço com o diagnóstico do médico, “sífilis congênita”, mas ficou mais tranquilo quando lhe explicaram que não era nada grave. Na calçada em frente de casa, José explicava a dois amigos como tinha sido a viagem até o hospital. Todos jovens, na casa dos 20 e poucos anos, mas apenas ele já havia se tornado pai. Foi “sem querer”, e a filhinha ficava mais na casa da avó materna. …


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“anjinha escorregava do céu, coisa que nunca vi nenhuma gente fazer”

Primeira vez que vi anjinha foi em noite fria. Anjinha escorregou do céu e entrou em quarto de eu. Tinha vestido todo branco que nem a lua, e era tão bonita que nem mamãe. Papai e mamãe não gosta que eu vá para longe brincar com gente que não sei o nome, no parque e na rua e todo lugar. Dizem que quem a gente não sabe o nome pode ser homem mau e machucar eu. Mas anjinha não diz o nome dela.

Anjinha vai e volta de escorrega do céu ainda muitas noitinha. Como já conheço ela brinco com ela e tudo e não preciso saber de nome. …


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estejam atentos a **este** momento…

Dizem que os alquimistas queriam transformar chumbo em ouro. Há um certo mistério nesta transformação: segundo Lavoisier, “na Natureza nada se perde ou se cria, apenas se transforma”; então, poderíamos pensar, como diabos uma substância se torna outra?

Do que, afinal, é feita a Natureza? O que forma a realidade (ou o que conseguimos perceber da realidade)?

Segundo Aristóteles, a realidade nada mais é do que uma relação entre substância e estrutura. Para ele, nada existe que não seja uma combinação entre elas. …


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seria melhor nunca haver sequer amado?

Uma das coisas que mais traz sentido a nossa existência é o amor. Embora não seja algo passível de ser totalmente abarcado pela filosofia — ou, pela razão, por assim dizer –, tivemos a sorte de poder contar com alguns grandes pensadores que trataram do amor, e da perda do amor. O que seria mais traumático, amar e perder, ou jamais ter amado verdadeiramente? A resposta para essa questão, tão essencial, muitas vezes esbarra em nossa falta de compreensão do que quer que seja “amar verdadeiramente”. Quase sempre, só nos damos conta de um amor verdadeiro após o termos perdido…

Em seus Ensaios, no capítulo em que fala sobre a amizade, Michel de Montaigne nos traz um exemplo do tipo…


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“mas como uma pessoa tão inteligente pode crer numa coisa dessas?”

Através de diálogos pela internet uma vez fiquei sabendo de uma história, conforme contada por um amigo cético. Ele dizia que um amigo a quem admirava a inteligência sofreu um acidente de carro e ficou alguns dias desacordado. Ao recobrar a consciência, consta que ele perguntou “se ainda estava vivo, ou se já estava do outro lado”. Seu amigo era espírita e acreditava em vida após a morte (na realidade, em vida após a vida), e ele se perguntou: “mas como uma pessoa tão inteligente pode crer numa coisa dessas?” — esta é uma excelente pergunta…

Muitos céticos e aqueles classificados como “eruditos” ou “intelectuais” parecem não conseguir resolver tal enigma. É que eles esbarram em duas interpretações algo preconceituosas: a primeira é a de que a fé não pode ser racional, e a segunda é a de que a grande maioria dos espiritualistas e religiosos é alienada da realidade. Este artigo tentará abrir os olhos dessas pessoas, para que possam analisar aos espiritualistas pelo que eles realmente são: pessoas como qualquer outra, mas que consideram a possibilidade da existência do espírito. …

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