Abre a porta e deixa entrar.

O ar que bate na janela fechada, traz o vento frio dentro da sala vazia.

O móvel que está ali e não se vê.

A janela, sem cortina, que, embaçada, não deixa a luz entrar.

O calor da água quente, que no banho só traz velhas lembranças.

O piso frio.

A parede que descasca.

Descasca e revela que antes do agora muita coisa aconteceu.

Deixou feridas. Marcas. Sinais que vão durando.

A mancha não quer sair.

Enxágua.
Esfrega.
Elimina.

Não. Não elimina.

É cicatriz.

É ferida aberta.

Mas existe ferida que um beijo não seja capaz de sarar?

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