Sonhei com uma poltrona em formato de mandíbulas. Sentei e pensei "que visceral". Que vontade de ser engolida, mastigada, dilacerada.

Sonhei que me escondia atrás de uma porta. Não queria ser vista nem encontrada. Alguém pressionava a porta. A porta contra a parede. Que vontade de ser esmagada, absorvida, aniquilada.

Por trás das pálpebras vermelhas de sangue me entrego às vontades de uma alma masoquista. Às deliciosas dores de sentir o estômago revirar, retorcer, rasgar.

Me eviscera o peito, o pulmão. Me arranca o ar, a razão. Me desmoraliza, banaliza minha força. Me quebra as pernas. Me derrota. Me liberta.

Me tira desse cárcere,

controle,

censura,

tortura.

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