Cantiga da liberdade.

A boca fala,

O mundo cala,

A voz entala,

O som não sai.


Meu coração aperta

E eu com medo,

Encoberta de incertezas

Não posso soltar os meus segredos.

Estou presa em minhas próprias algemas.


Há uma voz de fundo…

Sinto que isso pode mudar meu mundo.

E, por um segundo…

Me sinto segura.


Solto a mão do mundo de minha boca.

Inspiro. Expiro. Suspiro.

“ah”

Estou livre!


Faço de minhas algemas,

Vidros.

Quebro-os e atiro.

Para longe… tão longe…

Que meus olhos nem conseguem acompanhar.

Faço de meus medos, meus defeitos, uma vantagem.


A minha liberdade vem, aos poucos.

Minha saudade sempre bate no peito como um coice.

Ainda tenho marcas aqui…


Andando em uma nova direção, ainda perdida entre dois caminhos cruzados.

Sei que há felicidade.

Sei que há amor.


Essa cantiga de achar a liberdade está longa.

Liberdade não é algo fácil de se achar.

É conquistar

Pouco a pouco

De vez em quando

Quase sempre


Liberdade, liberdade

Eu te canto.

Eu te quero.

Eu te tenho.