Durante o banho, nós. Barata e eu. Piedosamente, a poupei de ser esmagada, mas, humanamente, empreendi esforços para afogá-la. Observei a vã luta contra a água. Velei o corpo e questionei sobre a possibilidade daquele inseto sobreviver a um ataque nuclear.
“Baratas sobrevivem a explosão nuclear?” “Desde que estejam longe do centro de calor, em razão das suas características morfológicas e do seu nicho ecológico. Na verdade, o último sobrevivente seria a bactéria Deinococcus radiodurans.” Me disse o site da Superinteressante.
Irônico a capacidade de resistência à radiação e maneira sutil como a matei. Pelos cálculos, não foi necessário meio litro de água para que a morte fosse consumada, embora eu acredite que a temperatura da água também tenha influenciado.
E ao fim do banho e da narrativa, dois corpos, embora ainda reste dúvida quanto à causa mortis de um deles.
