Com milhões de fãs e teorias, conheça a animação que é tida como um “vila sésamo existencial”

Fonte: página do Facebook Don’t Hug me I’m Scared

O Youtube parece ser a rede social onde o absurdo está dentro da lei — e que tem educado sentimentalmente muito de seu público. Uma de suas crias, a web série Don’t hug me, I’m scared (“não me abrace, tô assustado”) levou ao ar seu sexto e último episódio no último dia 19, encerrando um ciclo, que havia começado desde 2011, com 9.448.584 visualizações (e contando).

Com episódios que vão de seis a oito minutos, três personagens conhecidos como o Pato, Cara vermelho e Cara amarelo (Duck, Red Guy e Yellow guy) seguem viagens sobre o tempo, internet, amor, alimentação saudável, criatividade e sonhos. Ao menos aparentemente.

E nisso consiste a sutileza da série: a linguagem inocente do humor de bonecos de marioenetes, incluindo as canções carismáticas, vai sendo lentamente subvertida e mesclada em gêneros cinematográficos conhecidos como nonsense (absurdo) e gore (que recria cenas sangrentas). Ou seja, pode ser engraçado, desde que você não se incomode muito em entrar em questões mais existenciais.

A série foi criada pelos britânicos Becky Sloan and Joe Pelling (que já fizeram animações para clipes das bandas Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra), mas dá para ver todos os episódios com legendas em português. Recomendável assistir todos de uma vez.

Depois de ver todos, assista também aos vídeos com teorias sobre os episódios.

https://www.youtube.com/watch?v=_UJ3nIGsUsg

Preparada ou preparado para flutuar no espaço e tempo como o garoto amarelo?

  • Texto publicado originalmente no site Best of Web em julho de 2016