A anonímia está no sangue
mari messias
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Foi difícil me segurar para não grifar o texto todo, acredita?

Não sou uma pessoa silenciosa ou quieta, mas por muitos anos tentei ser assim. Em algum momento da adolescência, eu senti que meu silêncio, tão esperado, era uma forma de não ser um alvo tão fácil e passei uma vida tentando me adequar. Muitas vezes eu encontrava pessoas, me divertia horrores, liberava a palavra e no outro dia me sentia ridícula, porque falei demais, me fiz presente demais. Tentei, por anos, me conter. Isso me causou ansiedade e muita culpa.

Agora tenho tentado retomar quem eu era antes de tentar me impor um silêncio e tem sido muito legal encarar minha fala e minha energia sem culpa. É um alívio entender que não há nada de errado em ser uma mulher que fala.

Obrigada por esse texto, Mari!

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