Francinete, eu acredito que você não deve ter receio de se dizer escritora, sabia? Eu acho que esse medo de se assumir dessa forma vem muito do fato de que o ato de escrever pode ser feito por muitos e a gente sente que não tem nada de especial na nossa escrita para que a gente possa ter a ousadia de nos definir assim. A gente sente que se dizer escritor é um absurdo por nos colocarmos no mesmo patamar de quem a gente ama ler, sabe?
Seu discurso sobre leitura, escrita e expressão na educação incentiva que todos saibam que podem escrever, fazer arte, se expressar de formas variadas. Eu acho isso fantástico. Isso é dar voz aos outros. No meu texto “Escrever como explosão”, eu falei um pouco sobre minha experiência — privilegiada — de ter um contato bacana na infância com a escrita, a leitura, o desenho e até a música e o esporte como formas de expressão. Acho que você vai curtir.
Abraços!
