Quando eu tenho uma dor, eu escrevo.

Aí passa.

É um ultraje não saber o que fazer com a página em branco. E ainda assim super normal. Cotidiano. Constante.

E, pra mim, o dia-a-dia virou isso. Uma folha vazia, mas não completamente. A vida é papel reciclado e cada segundo carrega consigo marcas e histórias e luzes e sombras em decorrência de todos aqueles que o antecederam. São fragmentos indivisíveis pois são parte do todo, e o todo somos nós.

A minha vida, mais precisamente, nesse caso.

Um oceano de escolhas espremido em um copinho americano, desses de bar bem fuleiro, com mesa e cadeiras de plástico.

É normal não caber em si? Quanto importa ser normal? O que é relevante de fato nessa jornada humana, afinal?

A mudança, talvez. O amar e o emocionar(-se), certamente. E a troca, a busca das respostas (dessa mesma, inclusive) através da verdade, da empatia e do riso – de si e do outro, sem medo de não caber num copinho americano.

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