Acabou chorare. O ano enfim acabou. Uma dureza de ano, dois mil e dezessete. Até o nome do bendito soa pesado. As pessoas todas reclamam das agruras que passaram. Mal sabem elas que isso é apenas um momento no espaço,que elas mesmas são apenas um pequeno espaço, embora profundo. Admito que também eu fui acometida pelo mal de Saturno, como assim afirmam os entendidos em astrologia. Nem a disposição dos planetas foi favorável nesse ano confuso e mal acabado. O que será que será que fez esse ano ser tão duro com essas pessoas todas, incluindo a pessoa que vos fala? Não sei muito das esperanças mas espero que o próximo seja um pouquinho mais sensível conosco e não nos deixe assim tão perplexos com as exigências realísticas que nos foram imputadas. Agora é só esperar as medidas da providência divino-astrológica e que dois mil e dezoito seja tão suave quanto soa seu nome. Na verdade é só tempo. E por ser tão inventivo é cheio de acontecimentos aleatórios, ritmados, decididos por nós ou pela beleza dos seus acasos. Com ou sem interferência de planetas e constelações. Cabe a mim e a nós o direito de esperar um pouco mais. Mais respeito com nossa liberdade. Mais consciência de nós mesmos. Mais leveza. Mais. Sempre mais.

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