Hupokhondria estreia sua primeira peça

Foto: Divulgação

Nessa sexta-feira, 17 de março, o projeto narrativo Hupokhondria estreou com a peça Linha 2 . Dirigida por Gustavo Burla e a parceria com Táscia Souza, a peça concebida como o “ Teatro do absurdo” que utiliza do “nonsense” para representar e trazer uma reflexão sobre a crise social vivida pelos seres humanos.

O diretor da peça , Gustavo Burla, disse que o projeto narrativo Hupokhondria
tem previsões para novas peças . “ Essa sexta estreamos a Linha 2, e tem outro
espetáculo que chama Educandário São Bernardo que estreará no segundo
semestre , mas não tem data definida, está em fase de ensaio e é uma produção do Hupokhondria também. O texto é meu e a direção do Marcos Araújo”. Burla explica o seu teatro que é ” um projeto que pesquisa várias narrativas, várias linguagens, como a literatura . Temos um blog há nove anos, e desse blog partimos para textos mais longos, contos maiores e romances. Eu e Táscia Souza temos dois livros publicados na Amazon, Edificio Oriente e Rios Negros.

Esse ano publicaremos um livro pela lei Murilo Mendes , Noventa e nove receitas com uma coletânea de contos dos primeiros cinco anos do Hupokhondria. Trinta e três da Táscia, trinta e três meus e trinta e três do José Eduardo Brum que trabalhava conosco e teve que sair ano passado”. O diretor diz que todos se conheceram no teatro. “Começamos escrever com cenas curtas e uma coisa levou a outra. Fizemos um espetáculo que era cinco cenas, em 2014. Na época a Táscia escreveu “ Canção de Ninar”.

Esse texto nasceu das discusões do Hupokhondria. O texto da Linha 2, faz um ano agora em Março que escrevi, se tornando a primeira peça do nosso projeto narrativo.” Burla também fala sobre quais são as principais temáticas das peças :” A proposta do Hupokhondria é falar sobre doença , seja ela física, social, mental , cultural ou política. Então temos que sempre ter algum problema, algum conflito social ou pessoal. E discutimos isso dentro de varias instâncias, qual linguagem vamos fazer , qual a prioridade agora . Eu e Táscia , terminando essa peça , temos um curta e três roteiros prontos”. Gustavo Burla, “ Nós sempre queremos que o público se incomode. Gostando ou odiando ao menos saia com uma reflexão. A palavra que gosto de usar é afetado para o bem ou para o mal. “ Aproveitando toda essa discussão sobre a peça, o diretor da Linha 2, fala, “ Na busca por vê de tudo , tenho visto bons trabalhos. As pessoas acham que montar teatro é só andar , falar , decorar texto e construir um cenário. E não só isso, para ele, o teatro não acabará pois , “enquanto tiver pessoas do meio artístico sem envolvendo com projeto para peças,o teatro sempre vai renascer”. Burla ainda fala o que fazer para atrair as pessoas.

“ Tem duas coisas que devem ser trabalhadas. Primeiro, tirar as pessoas de casa, isso independente para onde forem. O teatro tem sempre aquele preconceito. A pessoas assiste uma peça e já fala que não gosta e nunca mais volta. Temos que mostrar formas de atingir esse público e ele querer sair de casa e comparar as peças que assistiram, trocar experiências”

O local onde a peça Linha 2 será realizada , Espaço Compartilhar , hoje funciona como uma casa de cultura. Antigamente , era um local que tinha aulas de balé, teatro, jazz e entre outras. Nesse lugar outros grupos de teatro podem ser reunir para discusões de peças. Além disso, lá funciona um café com a temática do Alice nos Páises das Maravilhas.

A peça do projeto narrativo Hupokhondria , com a direção de Gustavo Burla ,
ficará em cartaz no Espaço Compatilhar até o dia 02 de Abril (sexta a domingo),
às 20h31.

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