quando o feriado chega ao fim e é hora de lidar com seus restos

pensando sobre como eu queria que a minha analista fosse uma mosquinha e que desde o very first day que a gente se conheceu, ela lá estivesse

voando de um fio do seu cabelo pro meu braço, vendo nossa timidez, nosso desconcerto e nossa vontade

vendo como o que eu digo pra ela em set analítico é e não é o que a gente vive na materialidade e multiplicidade dos nossos encontros

eu sou tão angustiada, sabe.

você sabe como é difícil responder à sua tão comum indagação do ‘’você está feliz? é muito importante pra mim que você esteja’’

eu juro que muito queria só conseguir dizer que ‘’é isso, tô sim.’’ mas não sai, não consegue ter força o suficiente pra distanciar o peso que une meus lábios e os faz permanecer em silêncio — apontando que não se trata de algo simples, direto- e causando estranhamento, um tanto de confusão

por que a demora? por que sempre a demora?

por que nunca só um ‘’sim’’?

porque nunca não há a angustia, essa figura de mulher que me habita e parece tão arraigada em cada pedaço de minha estrutura que já perdi o otimismo em pensar que ela desaparecerá por uns tempos, me ‘’liberará’’, e só me faz ponderar até que ponto dessa infestação conseguirei caminhar sem que o peso de carregá-la me afunde, paralise e, assim, desmanche.

quero existir cada vez mais iluminada por nós.

A single golf clap? Or a long standing ovation?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.