Ausência é estar em mim
Quão insignificante é a presença de alguém fisicamente quando existe amor?
Não adianta duas pessoas estarem de mãos dadas se os corações estão distantes, mas uma vez que eles se juntam, só da pra separar com consentimento de ambos.
Sabe aquelas coisas que vocês faziam juntos? Você vai fazer sozinha. Sabe tudo aquilo que ele gosta? Comidas, bebidas, músicas, filmes, teatro, cores, tipo de sapato, de roupa, de cueca, de meia? Tudo isso vai te fazer lembrar dele. E você não tem noção do quanto isso vai te fazer sofrer, afinal de contas, como você vai viver se, em cada suspiro que você dá, lembra de quando ele falava que seu nariz é engraçado.
E aquela rua que você passa todo dia e sempre tropeça… Ele não vai mais estar aí pra dar risada da sua cara. A empada de peito de peru! MEU DEUS! Você nunca mais vai poder comer, nem empada, nem peito de peru. Muito menos juntos! Porque senão vai lembrar dele e vai virar choradeira.
Pronto. Agora você chora, chora, chora, chora, chora, chora, chora. Pode chorar MUITO.
Pensa no quanto seu mundo acabou, o quanto vai ser uma merda e o quanto você quer que o mundo exploda. Encosta a cabeça no travesseiro e soluça até morrer. Mas, o mais importante é que você não esqueça de tropeçar no mesmo lugar amanhã e, quando for lamentar a ausência dele, se tocar: Como é que pode existir ausência se tudo o que você vive tem parte dele?