O que falar, exatamente?

Taí um problema que todos os dias me faz olhar pra essa tela em branco e sair frustrada com a minha falta de capacidade de colocar em palavras escritas o turbilhão de pensamentos por segundo que cruza minha cabeça.

Ser bombardeada de informações por todos os lados me faz querer escrever sobre tantos assuntos (Política e Educação estão no topo disso frequentemente) e ainda assim não encontro um momento iluminado que me faça chegar ao raciocínio objetivo que escrever me exige.

“É um momento histórico no país onde... “ não, pera, para, chega. Todo mundo já escreveu isso. “Ultimamente tenho acompanhado aos protestos com... “ não, não, não, pra quem você está escrevendo, tá loca. “Era uma vez um país... “ olha, chega né, não é um livro infantil e essas ironias estão batidas.

Ainda assim eu quero escrever. É sufocante, é urgente. Não escrever sobre aquilo que eu acho que deveria ser lido me da a sensação de passar pela vida nulamente, sem cumprir minha função, sendo uma péssima profissional, e não dá mais. Eu preciso escrever. Pre-ci-so. Ainda assim, eu não sei o que dizer. Trava tudo, exige uma análise detalhista de cada coisa, me tira o foco do assunto principal, faz a forma ficar mais importante que o conteúdo. Mas ainda assim tem algo, como faz pra soltar isso?

Talvez a única resposta seja “fazendo”. Me importando menos com o foco e deixando fluir. Não é como se fosse esperada aquela matéria digna de um pulitzer pra que eu exponha minha opinião sobre um livro, um documentário ou o que vem ocorrendo de bizarrice na política Brasileira. Vou deixar de lado o medo da crítica e abrir o jogo, conversas simples e diretas sobre aquilo que sinceramente precisa sair da minha cabeça e tomar uma forma organizada. Não existe o exatamente, agora eu preciso é escrever. Mesmo que seja disforme, vou falar. Vamos falar?

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