Por que eu gosto de Transformers?
There is more than meets the eye.
Hoje foi um dia bem diferente para mim… bom, ontem foi, já que estou escrevendo este texto uma da manhã, mas vamos continuar com o hoje para eu não me perder na minha própria linha do tempo. Hoje foi um dia diferente pra mim, podia ser um dia de férias como qualquer outro, mas não foi. Não foi um dia qualquer porque me fez refletir sobre algo que sinto a necessidade de compartilhar. Como já podem ter percebido pelo título do texto vou explicar aqui o porquê de gostar de Transformers, apesar dos nativos de Cybertron serem só um plano de fundo e provavelmente me perderei nisso também… enfim, tô enrolando muito.
Esta semana devo confessar que estava bem animado. Lançamento do quinto filme dos Transformers, sei que muita gente acha os filmes bem ruins, mas chegaremos nisso depois, eu estava bem animado, comprei meu ingresso, a sessão era 21:30. Durante a tarde recebo uma mensagem de um amigo pelo Whatsapp, foi uma notícia que mexeu muito comigo, era a morte de Chester Bennington, um dos vocalistas do Linkin Park, minha banda favorita, que coincidentemente foi a banda responsável pela música tema dos três primeiros filmes dos Transformers. Ainda não sei ao certo o porquê da notícia ter mexido tanto comigo talvez por ter sido tão inesperada, talvez por ser de uma pessoa, que mesmo sem nunca ter conhecido, fez parte da minha vida. Pareceu que tudo por um momento perdeu um pouco de cor, sabe?!
Eu estava lá no meu quarto, sozinho, abatido, inúmeros pensamentos pipocando na cabeça, uma mistura de negação e ao mesmo tempo conformação, o tempo foi passando, olhei para minha mesa e lá estava o ingresso para Transformers: O Último Cavaleiro (nome bonito), vou falar para vocês que quando anunciaram esse filme fiquei empolgadíssimo, parafraseando Rogerinho do Ingá:
“Achou que não ia ter mais filmes dos Transformers? Achou errado, otário!”
Vou explicar o motivo de gostar tanto de Transformers, todo mundo já foi criança, e toda criança tem um desenho animado ou um programa favorito, eu tinha amigos que curtiam He-Man, outros Caverna do Dragão e outros Dragon Ball, mas a minha parada era Transformers, aqueles robôs que se transformavam em veículos, armas e até planetas me deixavam maluco, não sei o porquê, mas eu tinha um fascínio naquela história e naqueles personagens, na época nem dava para dizer que foi um desenho criado só para vender bonecos (e que pelo visto funcionou muito comigo), ficava horas na frente da TV assistindo. Da Primeira Geração até os diversos subtipos que surgiram depois.

Concordo que os filmes dos Transformers, com exceção do primeiro, de fato não são bons filmes, apesar de gostar de todos. Michael Bay nunca foi um bom contador de histórias, o roteiro tem diversos furos e coisas que não fazem sentido nenhum, mas uma coisa eu tenho que admitir Michael Bay sabe filmar um filme, sempre abusando da tecnologia, a fotografia é linda, os efeitos especiais sensacionais, quando eles se transformam e você consegue ver cada mínima parte do robô (nomenclatura que não gosto já que eles são formas de vida inorgânicas, que fique claro) se movimentando e se encaixando, aquilo desperta a criança dentro de mim de uma forma que vocês não têm noção. Rever os personagens dos desenhos em live action é demais. Reencontrar com Bumblebee, Ironhide, Sideswipe, Hot Rod, Ratchet, além de vilões tão icônicos como Megatron e Starscream sem falar do Optimus Prime, um personagem a parte, aquele líder nato, um personagem que na sua ficha de RPG teria discurso 99+.

Engraçado como a gente consegue ter empatia por figuras imaginárias e que teoricamente deveriam representar todo o oposto deste caráter sentimental, que são os robôs. Mas mesmo assim eles conseguem ser tão humanos, possuem falhas, lutam e perseguem ideais, por isso sempre achei que a nomenclatura “robô” nunca os fizeram justiça e acho que agora descobri o porquê de gostar tanto de Transformers.
Gosto muito de filmes que são o entretenimento pelo simples e puro entretenimento, claro que é muito importante que existam filmes “cabeças” que nos tragam reflexões, mas sabe quando você tá naquele dia que as coisas não estão dando certo, triste com algo e você só precisa desligar do mundo, tirar um tempo para você? Já diziam os Titãs — A gente não quer só comida — precisamos de mais em nossas vidas, precisamos de risadas, precisamos de diversão, pequenos momentos que chamamos de felicidade.
Transformers para mim é isso, o filme começa e ali são duas horas do meu dia em que a minha criança interior desperta, são duas horas do meu dia onde esqueço minhas tristezas, tudo fica para trás, responsabilidades, inseguranças, por duas horas ali me sinto livre. É uma forma de escapismo? É! Mas esses pequenos momentos me dão um tempo de folga, é como sair debaixo d’água depois de um tempo nadando, respirar fundo e voltar a nadar. Acho que todos nós precisamos de um Transformers em nossas vidas.
E hoje, por uma triste coincidência de acontecimentos, Transformers, mais do que nunca, foi Transformers em minha vida.
Muito obrigado por tudo, Chester. Vá em paz! Seu legado e sua obra viverão para sempre e ainda tocará muitas pessoas assim como me tocou 14 anos atrás quando ouvi minha primeira música do Linkin Park.

