O jornalismo do futuro

De acordo com os dados apresentados no livro Newsonomics do autor norte-americano Ken Doctor, apesar de a cada dia as redações possuírem menos jornalistas, as salas de aula das universidades ainda possuem uma grande quantidade de interessados no curso.

Contudo é importante ressaltar que os profissionais registrados estão sendo substituídos pelos freelances e os recursos e técnicas revelam-se cada vez mais irregulares.

A partir da leitura da obra de Doctor pode-se constatar que as redes sociais tem assumido um papel muito importante dentro do jornalismo, ferramentas como o Twitter e o Facebook podem ser utilizadas como recursos eficazes para as empresas de comunicação cobrirem alguns eventos e atividades.

Ou ainda, utiliza-las para obter informações que podem complementar as que já possuem sobre determinado assunto, dar alguma informação relevante à matéria (um furo), ou confirmar dados apontados por uma fonte.

Assim como os blogs fizeram há alguns anos, as redes sociais têm alterado a forma de se fazer jornalismo, entretanto isso não modificou sua essência.

No cenário do jornalismo digital é fundamental que os jornalistas em formação saibam lidar com equipamentos de vídeo e áudio digitais.

Divulgar informações, fazer entrevistas, editar, escrever, ainda continuam sendo atividades básicas e vitais para a atividade jornalística, todavia a forma como isso vem sendo feito passou por muitas modificações com a tecnologia e continuará a sofrer alterações no futuro próximo.

O vídeo, o áudio, ferramentas como o Flash e a interação com o público, que se complementam na internet, ajudam ao profissional da comunicação contar a história. As escolas de comunicação vêm preparando-os então para tornarem-se capacitados a exercer funções multimídia, como uma exigência para a iniciação no mercado.

O autor de Newsonomics deixa claro que os jornalistas não devem esquecer-se de onde vieram e qual é seu trabalho nesse período onde todo mundo publica o que quiser e a hora que quer em diversas plataformas.

Outro ponto importante do jornalismo do século XX é a necessidade de otimizar os mecanismos de busca na internet e da receita da venda de anúncios para garantir seu espaço e desenvolver seu público alvo potencial.

Para o desenvolvimento de negócios do jornalismo o ideal será procurar parceiros, que distribuam informações, forneçam materiais e possibilitem a presença de repórteres online e a criação de novos projetos de anúncios.

Ainda segundo Doctor, nessa nova economia os jornalistas precisam se diferenciar e distinguir-se dos amadores presentes no ambiente Web. Muitos amadores são especialistas em algum tema ou fãs e escrevem ou produzem material sobre eles.

Entretanto, os jovens que estão nas universidades não encaram as redes sociais como uma ferramenta útil ao jornalismo e acreditam na permanecia do modelo antigo. Já os veteranos enxergam como algo inovador à profissão.

Isso pode estar relacionado ao fato dos profissionais mais velhos só utilizarem a ferramenta para o fazer jornalístico, enquanto os jovens relacionam as redes com suas vidas pessoais.

O futuro do jornalismo ainda é incerto, pois não se sabe que caminho será percorrido e quais ferramentas serão incorporadas ou não ao universo jornalístico.

Porém, não devemos deixar de considerar que as mudanças de comportamento na internet e a tecnologia estão também relacionadas a forma como faremos jornalismo em um futuro próximo.

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