Olá, gostei muito do texto.
Carlos Veloso
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Olá, Carlos.
Sem dúvidas, resolver o problema da indústria pornográfica não é nada fácil. Para discutir isso precisaríamos de muitos outros textos, e não tem como resumir isso em um parágrafo!
Infelizmente a veiculação e compartilhamento de conteúdo em mídias como WhatsApp e Snapchat simplesmente não podem ser mensurados. Os próprios aplicativos ainda não desenvolveram métricas que permitem saber o que os usuários compartilham — até porque, de certa forma, isso fere a liberdade e o sigilo dos assuntos, além de ser um conteúdo criptografado. Então por enquanto a única forma que temos de mensurar, ainda de uma maneira até incipiente, os dados sobre pornografia na WEB, é a partir das métricas oferecidas pelos próprios sites pornográficos. Por isso me baseei em dados que eles ofereceram e na própria ação dentro do site, como a pesquisa por palavras-chave.

De restante, concordo totalmente contigo. São maneiras que nos dão muitas oportunidades de começar a desbancar a indústria pornográfica e trabalhar a questão do empoderamento feminino também. Claro que isso abre outro debate, sobre o pornô feminista, enfim. Mas de qualquer forma, educação sexual nas escolas e discussão sobre sexualidade e gênero são de longe os pontos principais e imprescindíveis pra mudar esse cenário. No entanto, parece que quanto mais conservadores se tornam os tempos, mais nos distanciamos dessa possibilidade.

Obrigada pela oportunidade de discussão. Um abraço!

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