
palavras são amuletos
escolho então: amor, poesia e coragem.
as repito como mantras em dias cinzas
porque acredito que juntas movem meus moinhos internos
esses que instalam em minhas veias-honestas entupidas pela imposição da rotina,
do sinal marcando o tempo do meu ritmo não adaptado,
do relógio gritando as horas e notificando as tarefas,
o cansaço abafando minhas vontades esquecidas,
a ansiedade entrando sem pedir licença
ou a insegurança fingindo intimidade no espelho.
atrevo-me a repeti-las internamente sempre que necessário
feito bom dia, logo cedo:
amor, poesia e coragem.
para encarar a alma
ouvir atenta a mulher que me torno
e fazer real o caminho que traço.
me desvincular do mundo viciado em me dar receitas prontas
de como devo seguir passos.
criar um lar no tempo-espaço correto do meu peito
ao obedecer meu íntimo que tudo vê.
e claro, antes de dormir, baby, relembro:
amor, poesia e coragem
para seguir as minhas próprias verdades.
