Jout Jout Prazer

Não vou explicar quem é Jout Jout Prazer, saber quem é Jout Jout Prazer é pré-requisito para a vida. Se você não sabe quem é, tem que saber, pois sua vida precisa disso. Ela tem um canal no YouTube com esse nome. Entre todas as maravilhas que posso falar dela, eu gostaria de ressaltar apenas uma: você pode falar sobre o que quiser, na sua vida.

Todos somos seres humanos pensantes e devido a esse fato estamos pensando, 24 horas por dia. Até dormindo estamos pensando, sonhando, digerindo o dia. Penso, logo existo. Penso, logo estou vivo. E já parou para pensar quanta coisa fantástica e quanta coisa catastrófica é pensada, a cada segundo, por todas as pessoas do mundo? E você já pensou como é necessário fazer uma filtragem, uma limpeza, como é necessário dar uma geral no nosso hd cerebral de tempos em tempos? Meditar é o nome dessa limpeza. Esvaziar a mente.

E como se faz isso? Meditar, do jeito tradicional, é maravilhoso: é deitar/sentar, relaxar e pensar em nada. Difícil no começo, difícil por um bom tempo, mas de pouco em pouco, você nota que faz diferença. Outra forma de esvaziar as gavetas do cérebro é escrevendo. Eu aplico várias técnicas: falo impropriedades insanas para mim mesma, escrevo aqui, escrevo em papel.

Engraçado que escrever em papel me acalma em momentos de confusão (um por dia, eu sempre tenho) de um jeito diferente de escrever em teclado. No papel, eu escrevo nomes de pessoas, eu escrevo xingamentos e o que eu estou sentindo de ruim. Escrevo palavras feias. Porque sei que depois vou rasgar o papel e os nomes e palavras feias serão rasgados e jogados no lixo. Ao escrever no teclado, eu acho que as palavras ficarão gravadas e, além de produzir provas kkkkkkk eu ainda gravo os sentimentos ruins. Não que eu não escreva sobre coisas ruins no teclado, mas as trato com mais delicadeza. E às vezes, o papel resolve mais. Solta o chorume no papel e rasga, é o meu conselho. Isso dá uma leveza e uma clareza sobre o que é chorume e o que é flor na sua vida. Sim, a vida de todo mundo é assim, tem coisa boa, e coisa ruim, MISTURADAS. E é preciso saber dar nome aos bois. Isso me organiza, poupa tempo.

Voltando à Jout Jout: ela me ensinou que coisas banais são, sim, relevantes. Inclusive pensamentos banais. Às vezes, um pensamento banal pode nortear a nossa vida de um jeito que nem imaginamos. O que aceitamos e evitamos na vida tem muito a ver com nossos pensamentos. Até os banais. Escrever sobre tudo e sobre todos e sobre as coisas maravilhosas, podres, pequenas e grandes faz toda a diferença.

Aqui no médium, eu tenho vontade de falar sobre as pequenas coisas, as coisas que eu considero banais, mas que talvez, com o tempo, mostrem para mim que são mais importantes do que eu imagino. Porque soltar chorume ou agradecer pelos grandes feitos da vida eu já tenho prática, agora quero falar do que está no meio disso. E a Jout Jout me fez ver que sim, vale a pena falar sobre isso, sim.

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