Onde não houver amor, não se demore

Hoje foi um dia bem “louco”… Começou com uma aula sobre um assunto disruptivo, com uma metodologia bem tradicional: Fala que eu te escuto… Na semana passada já tinha constatado que ia ser assim ao longo das oito aulas, e me preparei levando um livro pra ler, enquanto “assistia” a aula, cuja lista de presença era OBRIGATÓRIA.

Em seguida fui para casa, trabalhar — home office. Passei a tarde trabalhando no meu site pessoal, onde descrevo todas (será?) mil ideias que tenho na cabeça, na tentativa de me conetar com um público que sei que existe, mas não sei ao certo se terá interesse no meu produto (será?)…

Como muitos de vocês já sabem, antes de chegar onde estou, fiz mestrado, doutorado e pós-doutorado... Ah, e sempre amei “sala de aula”. Aí, as 22:30 me ligam, de uma universidade onde fiz uma entrevista de trabalho há quase três meses. Me dizem que tentam falar comigo há quatro dias (!) e que sim, fui selecionada professora! Tenho que estar lá amanhã mesmo para uma reunião, assinar papéis e o que mais acontecer...

De repente, estou feliz com a ideia! Voltar a sala de aula depois de tanto tempo! Uma reconciliação na qual estou pensando bastante nos últimos dias (ou no último mês). E esta reconciliação tem a ver com treze anos de carreira. Anos de sonhos, expectativas e frustrações. E ao mesmo tempo de muito aprendizado! Sobretudo nos últimos dias (ou no último mês) tenho reafirmado, entre intuição e a decisão de seguir o fluxo da vida, que o afastamento total da academia não era mesmo a solução…

Tenho sentido muito que há um chamado para promover a mudança neste sentido. Será difícil? Não sei, mas tudo indica que esta é somente mais uma crença limitante (Rsrs). E assim vai nascendo um novo projeto… A noite acaba em celebração, alinhamento de ideias e de tudo que está acontecendo ao meu redor. Mais uma vez, justamente quando conversava sobre o “flow” da vida, ele se manifestou. E eu já decidi segui-lo, porque muitos exemplos tenho de que, quando atuo contrariamente a minha intuição, a vida me “brinda” com acontecimentos que alinham tudo.

“Teimosa e descrente” que sou, hoje brindo a tudo isso! À vida, e sobretudo ao flow! Sincronicidade, alinhamento, energia e fé, tudo misturado… Vou dormir com tudo isso pulsando e nem me pergunte de onde veio o título deste texto, porque não posso oferecer outra resposta senão que veio assim, de repente. Este é um daqueles textos que veio exatamente assim, de repente. Nem sei se faz muito sentido, e até já pensei que poderia apagá-lo amanhã. Mas como a vulnerabilidade é a bandeira que defendo, decidi publicar assim mesmo…

Talvez eu não apague depois, talvez eu mude, reescreva, altere um monte de coisas, explique melhor. Talvez, daqui a uns dias, o título faça também sentido em meio a tudo que estou sentindo. Mas hoje só quero transformar em palavras escritas aquilo que está vivo, talvez ainda meio disforme. E termino fazendo a foto de destaque, de um quadro que ganhei ontem e que não podia caber melhor neste momento da minha vida… Boa noite!

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