Dos amigos que perdi

Dos amigos que fiz, me envolvi com todos eles. Me envolvo com todos eles, com a vida deles, com tudo relacionado a eles. Desde às risadas até às lágrimas, desde o abraço até o “hoje quero ficar só”. Faço isso porque todos eles são importantes, alguns mais presentes e outros nem tanto, mas todos fundamentais. Todos eles fazem parte da história que construímos juntos.

Desde a companhia nos dias doente até os primeiros sinais de melhora, desde a viagem juntos até as respostas monossilábicas que me doeram. Desde às tentativas para saber o que aconteceu até ser ignorada por completo. O que houve? Eu não sei, mas cansei.

Desde o “faz tudo juntas” até o “não fazemos mais nada”, desde “essa roupa tá boa” até o “será que comprei a roupa certa?” me fazem falta. Desde a explicação para dizer “você errou comigo, apenas se desculpe” até o “pense como você quiser” que me lacrimejaram os olhos.

Desde a total falta de comunicação até os bloqueios das redes sociais, tudo me doi. Até que chego ao momento de confundir tristeza com culpa.

“Que pessoa é essa que sempre perde amigos? Que pessoa difícil de lidar! Que pessoa é você que não é agradável com as outras? Que ruim ficar perto de você! Se todo mundo se afasta, o problema é com você. Repense suas atitudes.”

Repensei e cheguei à conclusão de que mais do que os poucos que se foram são os muitos que permanecem. Mais do que sentir-se culpada por escolhas alheias é enxergar seu próprio valor e estar perto de quem quer estar perto de você. Mais do que derramar lágrimas pelos que se foram é abrir o sorriso maior que puder para os que permanecem.

Adeus aos que se foram!