Tattoos

Conexão é algo muito louco, ou tem ou não tem. Às vezes nem se sabe que tem e de repente, tem. E tem muito ainda que se encaixa, que se une, que se entrelaça. Os entrelaços de pernas, de cheiros, de corações acelerados, de cheiros misturados, de olhares cruzados, de sorrisos dados, de respirações trocadas, de fluídos exalados.

Acham bom, bem bom. É bom ter um “xeru” e um afago exclusivos, é demais. O “exclusivo” é quando estão a sós, ali não tem mais ninguém além dos dois, ninguém fala nada, só há suspiros, só há “amô”. Na verdade, até falam, batem papo enquanto se sentem. Os sábios amantes dizem que isso é conexão, é química e por que não dizer que é verdade? Afinal, ninguém sabe o que se passa, ninguém sabe mas eles sabem sentir e só isso já os deixam felizes, já basta. Tattoos e tattoos, cada significado diferente e ao mesmo tempo um mesmo significado, a paixão pela arte. Uns bumbos daqui para um e uns cliques dali para outro e outra paixão em comum, a escrita. Muito bom esse mistura de risadas e de amizade.

Improváveis encontros, nada é marcado, se adequam, vão levando, se encaixando, quando der, deu. Vão respirando e vão seguindo cada um o seu caminho e sem perder o interesse pelo caminho um do outro. Simplesmente se interessam desinteressando. É assim que tá funcionando. Então, não tem motivo para mexer em time que está ganhando. Não se mexe, deixa jogar o jogo que não tem vencedor a não ser o desejo por viver coisas boas.