About success (non Hollywood style)
I’ve been thinking a lot about success. Thinking about the meaning I once attributed to it and the way I look at it now. I must admit I don’t know yet exactly what it signifies to me, but I’m learning every day what it doesn’t mean.
It no longer means being famous. Well, not Hollywood famous anyway. I still hope to be known by a large number of people; I just now want to be known by people I care about and because what I do touches and improves their lives.
It no longer means being rich. Well, not Hollywood rich anyway. I still hope to make a decent amount of money; I just now understand that what I need is enough money to not have to think about money. Be able to have a nice home, take the trips I want to take, help financially those in need, buy nice gifts to the ones I love, buy myself a few nice things. Not much more.
It no longer means helping the rich get richer. But I know it means writing and talking — professionally. It means helping people in a way that had never really occurred to me until last year. Help people with time, with opening up, with insights, with ideas, with something funny, with a quote which may inspire them to do something different that day.
I also know it will probably mean giving something up — even if I’m not sure yet what. Because I know for sure it means having more time: for me, for my projects, for my loved ones, or maybe to do nothing if I feel so inclined.
I’m still working on it, but thought I’d share what’s currently on my mind and an excerpt of a TED Talk that inspired me yesterday. Actually, I’ve been listening to this TED radio hour podcast almost every day, so prepare for a little TED overload in the coming weeks.
Here is philosopher Alain de Botton, author of Status Anxiety, talking about success (you can watch his whole talk here).
For me they normally happen, these career crises, often, actually, on a Sunday evening, just as the sun is starting to set, and the gap between my hopes for myself and the reality of my life starts to diverge so painfully that I normally end up weeping into a pillow.
… It’s perhaps easier now than ever before to make a good living. It’s perhaps harder than ever before to stay calm, to be free of career anxiety… One of the reasons why we might be suffering is that we are surrounded by snobs… A snob is anybody who takes a small part of you, and uses that to come to a complete vision of who you are… The dominant kind of snobbery that exists nowadays is job snobbery. You encounter it within minutes at a party, when you get asked that famous iconic question of the early 21st century, “What do you do?” According to how you answer that question, people are either incredibly delighted to see you, or look at their watch and make their excuses.
Now, the opposite of a snob is your mother.
… It’s probably as unlikely that you would nowadays become as rich and famous as Bill Gates, as it was unlikely in the 17th century that you would accede to the ranks of the French aristocracy. But the point is, it doesn’t feel that way. It’s made to feel, by magazines and other media outlets, that if you’ve got energy, a few bright ideas about technology, a garage — you, too, could start a major thing.
… one of the interesting things about success is that we think we know what it means. If I said that there’s somebody behind the screen who’s very successful, certain ideas would immediately come to mind. You’d think that person might have made a lot of money, achieved renown in some field. My own theory of success — I’m somebody who’s very interested in success, I really want to be successful, always thinking, how can I be more successful? But as I get older, I’m also very nuanced about what that word “success” might mean.
Here’s an insight that I’ve had about success: You can’t be successful at everything. We hear a lot of talk about work-life balance. Nonsense. You can’t have it all. You can’t. So any vision of success has to admit what it’s losing out on, where the element of loss is.
… So what I want to argue for is not that we should give up on our ideas of success, but we should make sure that they are our own. We should focus in on our ideas, and make sure that we own them; that we are truly the authors of our own ambitions. Because it’s bad enough not getting what you want, but it’s even worse to have an idea of what it is you want, and find out, at the end of the journey, that it isn’t, in fact, what you wanted all along.
What is success for you?
#1CHANGEADAY, #thechangeexperience, @changexperience
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Tenho pensado muito sobre sucesso. O sentido que já lhe atribuí e a maneira como o encaro hoje. Devo admitir que ainda não sei exatamente o que significa para mim, mas tenho aprendido todo dia o que não significa.
Já não significa ser famosa. Bom, pelo menos não famosa tipo Hollywood. Ainda quero ser conhecida por um monte de gente; agora, porém, quero que seja por gente com quem me importo, e por eu ter tocado e melhorado sua vida.
Já não significa ser rica. Bom, pelo menos não rica tipo Hollywood. Ainda quero ganhar um bom dinheiro; agora, porém, entendo que só preciso de dinheiro suficiente para não precisar pensar em dinheiro. Poder ter um lar doce lar, fazer minhas viagens, ajudar financeiramente quem necessita, comprar presentes bacanas para quem amo, comprar umas coisinhas bonitinhas para mim. Pouco mais que isso.
Já não significa ajudar os ricos a ficarem mais ricos. Mas sei que significa escrever e falar, profissionalmente. Significa ajudar pessoas de uma maneira que nunca tinha me ocorrido até o ano passado. Ajudar com tempo, ao me abrir, com insights, ideias, coisas engraçadas, aspas de alguém que possa inspirá-las a fazer algo diferente naquele dia.
Também sei que provavelmente significará abrir mão de algo — só não sei ainda o quê. Porque sei que com certeza significa ter mais tempo: para mim, meus projetos, meus amados, ou talvez para não fazer absolutamente nada se me der na telha.
Ainda estou em obras por aqui, mas achei que valia a pena dividir o que anda perambulando por minha cabeça, assim como um trecho de um TED Talk que me inspirou ontem. Aliás, tenho ouvido quase todo dia o podcast TED radio hour, então preparem-se para uma overdose de TED nas próximas semanas.
Adiante, o filósofo Alain de Botton, autor de Status Anxiety, falando sobre sucesso (você pode assistir a toda a palestra aqui, com legendas em português). [A tradução abaixo também é do próprio TED, a quem agradeço por economizar precioso tempo desta blogueira enrolada.]
Para mim essas crises de carreira normalmente acontecem, quase sempre, aos domingos à noite, logo que o sol começa a se por, e o abismo entre as coisas que espero para mim e a realidade da minha vida, começam a divergir tão dolorosamente, que normalmente acabo a chorar agarrado a um travesseiro.
(…) Talvez seja mais fácil agora, mais do que nunca, viver bem. Talvez seja mais difícil do que nunca, ficar calmo, estar livre da angústia relacionada com a carreira. (…) Uma das razões por que podemos estar sofrendo é porque estamos rodeados de esnobes. (…) Um esnobe é alguém que usa uma pequena parte de vocês para determinar de forma completa a pessoa que vocês são. Isso é esnobismo. E o tipo dominante de esnobismo hoje em dia é o esnobismo do emprego. Você encontra-o em poucos minutos numa festa, quando nos fazem aquela famosa pergunta ícone do século XXI, “O que você faz?” E dependendo da sua resposta, as pessoas ou ficam incrivelmente encantadas em conhecê-lo, ou olham para o relógio e inventam desculpas.
O oposto de um esnobe é a sua mãe.
(…) É tão improvável nos dias de hoje, que vocês se tornem tão ricos e famosos quanto Bill Gates, como era, no século XVII, que você se tornasse membro da aristocracia Francesa. Mas acontece que não é isso que sentimos. As revistas e outras mídias, fazem-nos sentir, que se tivermos energia, algumas ideias brilhantes sobre tecnologia, e uma garagem, podemos criar algo grandioso.
(…) E uma das coisas interessantes do sucesso é que nós achamos que sabemos o que significa. E se eu dissesse a vocês que há alguém aqui trás da tela que é muito muito bem sucedido, certas ideias logo viriam a nossa mente. Vocês iriam pensar que essa pessoa teria feito grandes fortunas, conseguido renome numa certa área. A minha teoria de sucesso, e eu sou alguém muito interessado no sucesso. Quero muito ter sucesso. Estou sempre pensando, “Como posso ter mais sucesso?” Mas à medida que envelheço, surgem nuances na minha definição da palavra “sucesso”.
Tive uma intuição acerca do sucesso. Não se pode ter sucesso em tudo. Ouvimos falar muito de equilíbrio trabalho-vida. Absurdo. Não é possível ter tudo. Não é. Por isso, qualquer visão de sucesso tem que admitir aquilo em que perde, onde está o elemento de perda.
(…) Então eu defendo que não devemos desistir das nossas ideias de sucesso. Mas devemos certificar-nos que são mesmo nossas. Devemos focar-nos nas nossas ideias. E devemos ter certeza que são nossas, que somos os verdadeiros autores das nossas ambições. Porque já é ruim o bastante não conseguirmos o que queremos. Mas pior ainda é ter uma ideia daquilo que queremos, e descobrir no fim da viagem, que não era, na verdade, aquilo que queríamos.
O que é sucesso pra você?