Pumped Up The Night

Antes de enrolar a nota que havia recebido de Robert, fiquei contemplando por alguns instantes ela, o tamanho dela, a marca d’água, era uma simples nota dois reais, que estava bem nova, não tive dificuldades em enrolar ela num formato de canudo, na primeira vez…

Capítulo Dois — Hangin’ on a Smile — Parte Final

A cerveja desceu gelada, acalmando meu corpo quente e a minhas mãos trêmulas, precisava me concentrar na tarefa de manter a sanidade mental, aparentar na verdade ter ela, é engraçado o quanto se pode pensar em apenas alguns minutos, eu podia estar fisicamente presente ali no carro, enquanto Robert espalhava três fileiras extremamente alinhadas horizontalmente da saudosa em cima da tela do celular, mas eu estava distante, preso em meus pensamentos :

O que vou fazer lá ? Nossa, eu mal conheço esses caras, por que estou aqui nesse carro ? Será que eu estou bem vestido ? Passei muito perfume talvez ?

Enquanto isso no radio do carro tocava Cover Me, o que me trouxe a realidade novamente, olhei ao redor do carro procurando meu celular, e o encontro do lado direito de onde estava sentado, olho o horário 21:49, guardo ele no bolso, e então Daddy, me pede a nota que estava segurando, Robert havia terminado de fazer o que estava fazendo.

Entrego a nota para Daddy e volto a tremer, porém consigo disfarçar bem, Daddy entrega a nota para Robert, que rapidamente havia guardado o cartão de débito que fora usado para montar as fileiras. Ele pega a nota e olha para mim pelo espelho retrovisor, e me dá novamente aquele sorriso de quem já sabe o que está fazendo, e então com apenas uma mão ele segura o celular, e com a outra a nota, coloca a extremidade dela numa narina e puxa toda uma fileira do veneno. Fico observando Robert enquanto ele limpa o nariz e passa o celular para Daddy que com apenas uma mão pega a nota e aspira toda a segunda fileira, limpa seu nariz com o braço direito, e da uma cusparada para fora do carro.

Sua vez cara — Impõe Robert. Rápido nisso ai, pois estamos atrasados.

Minha vez, minha vez, chegou a esperada minha vez. Robert vira de frente pra mim, segurando o celular, enquanto eu arrumo a nota e a coloco no nariz.

Não aperta a nota — Lembra Daddy.

Vai tomar no cu pensei, a nota não importava. Tampo-a com os dedos uma das minhas narinas, para conseguir aspirar melhor, e segurando a nota, aspiro toda fileira que estava destinado a mim. Robert da uma risadinha e limpa a tela do celular, ignorando meu pedido de passar o filtro do cigarro na tela para garimpar o que havia restado do veneno.

Então Daddy dá a partida em seu sedan da cor branca fodida, sai da garagem de onde estamos, e parte em direção ao centro da cidade, afinal temos um show para prestigiar hoje a noite, vamos até ele então.


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