A hora do adeus

A hora errada e o momento certo da despedida

Sei que é uma hora errada para escrever sobre o assunto. Junto ao meu niilismo, posso ser extremamen te mal compreendido. Sabendo dos mil flaxflus políticos da vida que já presenciei, não é a hora de apimentar para ambos os lados e ver o circo pegar fogo, muito contrário. É hora de rever e repensar o que entendemos como política (sem amarras acadêmicas, por favor).

Quando novo acreditava cegamente em um parente próximo. Ele era muito presente nas minhas andanças pelo desconhecido mundo do saber e da própria vida de um adolescente. Confesso que sua orientação causou um forte impacto no meu caminho. Como parente, sempre foi solícito, um exemplo. Aos quatorze anos comecei a entender o que ele falava sobre política, justiça social, etc. Então descobri que o mesmo era militante do PT desde os anos 80. Até aqui tá tudo bem, nem adianta pensar que vou destroçar o partido e nem a começar a chamá-los de comunistas. O discurso dele e dos amigos encantava. Acho que eles realmente acreditavam naquilo, até porque eram ateus convictos. Ou a política ou a inteligência, enfim, como diria David Foster Wallace: “todos veneram algo”. E então, muito novo comecei a venerar sem questionar, evidentemente. Estava acreditando naquele homem que me guiava a mundos desconhecidos.

Com 18 anos eu já era niilista, não acreditava nessa e nem na outra política e achava tudo um papelão. Já considerava todos dessa verdade muito… estereotipados ou caricatos, que viviam alg0 romântico, algo DISTANTE, porque o próximo incomoda mais. Nem bem, nem mal. Com 21 anos veio o auge e é parte dele que vivo até hoje. Porém um grande feito aconteceu: esse parente-amigo tornou-se um inimigo, um vilão. O seu interesse pelos bens materiais defrontou com os da minha mãe, isto é, sua irmã, ou seja, sua justiça social não funcionava com os de casa. “Ah mas isso é algo pessoal”. Bem, existem muitos ateus e agnosticos que se converteram devido aos feitos dos homens e não da religião em si, correto? Perdoe-me, mas isso também é levar para o pessoal.

E à medida que fui tomando asco do brasileiro médio (na época não existia o termo “coxinha”) fui também me distanciando cada vez mais desse “esquerdismo repeteco”. Mas o pior ainda não havia chegado, o pior esta por vir, que é a reforma geral da política debaixo do seu teto. O fulano não consegue nem perdoar o irmão de sangue ou lidar com um tio, vai querer que as coisas melhorem como? Pelo distante! Por alguém que o represente… Ele não consegue gerenciar a política interna de seu próprio lar, por muitas vezes repleto de corrupção, calúnia, difamação… E fica lá em protesto, assim como um “cristão” que não compreendeu a mensagem do Cristo e ao inves de realizar sua reforma intima, fica esperando a salvação ou que ALGUÉM FAÇA O QUE ELE MESMO DEVERIA FAZER. Eu clamo, meus amigos, se é com esse raciocício milenar da moral judaico-cristã que você lida com a política! É com ele?

Estou aqui, novamente, dando adeus a todos vocês e com um controle na mão, passando de canal e os vendo de longe.

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