No dia que a luta acabar, o que faremos?

Pelo fim do meio e início do fim

The Inner Self
O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem social. Ele não pode exigir que eu seja um homem moral. Se eu o sou, sou-o para mim e não para ele. O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem moral na medida em que ele mesmo o seja, isto é, se ele não for poder, não se comportar como poder. — Johann Pestalozzi em Meine Nachforschungen über den Gang der Natur in der Entwicklung des Menschengeschlechts, 1797.

Quando não existir a violência em geral, nem a policial, nem contra a mulher, nem o estupro, o abuso, a homofobia, a exploração de mão de obra infantil, o neo-escravagismo, os ismos, incluindo o racismo. E quando tudo isso for atenuado? Será que iremos, pela primeira vez na nossa história, olharmos para dentro de nós mesmos a fim de exercermos a reforma íntima que tanto falhou no decorrer das civilizações? Ou será que diante do terror existencial ocasionado pelo o nosso bombástico choque com o “self”, isto é, o verdadeiro “eu” de cada um, entraremos em um estado misto de nostalgia e vazio categórico, rogando pelo já então fetichista: “Ó, que tempos idos e duvidosos, mas repletos de sentido para lutar e que agora sinto tanta falta”.

Que tenhamos mais cuidado com as nossas idolatrias, ou melhor, egolatrias. E por fim, que nossas bandeiras não sejam apenas escusas para que o outro faça o que deveríamos fazer por nós mesmos.

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