Das drogas que nos resgatam

Bebi demais. As cervejas não paravam de chegar e eu não parava de beber. Imagino que a tendência seja que eu pare com o consumo de álcool semanal. Parou de bater bem. É como o cigarro que fumamos durante a adolescência pra parecer cool. Eu fumei maços e hoje acho que a lei antifumo é provavelmente a melhor que temos.

Acordei na segunda muito cedo, sentindo uma dor no estômago e o gosto da cerveja da noite anterior. O fato de eu estar com dor por algo que fiz soa como uma auto sabotagem. É se machucar e para que?

Secretamente sempre julguei quem fuma demais, bebe demais, come demais e depois paga um preço por isso. Até que me toquei. Esses estímulos externos são um caminho pra botar pra fora as angústias que temos dentro. A dor no estômago é a dor da cabeça. E então o que fazer?

Nada a não ser contemplar, aceitar e abraçar essas questões que um pouco demais de álcool ajudaram a colocar pra fora. Pessoas viciadas então seriam viciadas em drogas ou em verdades? Quem abusa e se entorpece não quer lidar com a realidade ou só o faz para, de fato, acordar ao lado dela?

Devo precisar de vinho pra responder…

Foto de Jenfs Martins

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