About Festivals: Rock In Rio

Hoje falo-vos de um festival que certamente todos já ouviram falar.

O Rock In Rio é considerado um dos festivais mais antigos e com forte presença no mapa dos grandes festivais mundiais; é preciso recuar a 1985 para se falar sobre a primeira edição, realizada na cidade que o batizou, em Rio de Janeiro, numa altura em que o Brasil atravessava uma mudança de regime diplomática.

Primeira edição do Rock In Rio no Brasil, em 1985.

Nomes como AC/DC, Ozzy Osbourne e Queen estiveram presentes na primeira edição, o que prometia um futuro bastante ambicioso para o festival e para o próprio país.

Foram 10 dias de grande euforia, e a resposta das pessoas foi bastante positiva; muitos deles achavam que estava na altura de se fazer um evento deste calibre.

A segunda edição do Rock In Rio foi realizada em 1991 e teve os seus momentos altos, onde se estabeleceu um recorde de maior público pagante num único evento musical, em que a banda norueguesa A-HA tocou para 198 mil pessoas! (Fantástico!)

Dez anos depois, mais uma edição do festival foi realizada, onde se implementou uma nova estratégia, com mais capacidade para as pessoas e com preocupação por questões ambientais e sociais.

O Rock In Rio ia crescendo e crescendo, e já se tornava pequeno para tanta aderência das pessoas. Muito depressa se tornou uma marca influente dentro da comunidade brasileira e mundial, por isso, era necessário expandir o seu nome para outros continentes; foi então que em 2004 alargou os seus horizontes e partiu para novas descobertas com a primeira edição em Lisboa, com transmissões em direto para mais de 80 países de todo o mundo.

O sucesso de 2004 foi tanto que os organizadores do festival decidiram colocar Lisboa como a cidade-palco para acolher o evento, de dois em dois anos.

Rock In Rio, 2015

Seguiram-se novas transformações no festival, com introdução de assuntos sobre inovação, moda, design, entre outros, mas sempre de encontro do objetivo principal de ajudar quem precisa, tudo para um mundo melhor.

Em 2008, o Rock In Rio chega a Espanha na cidade de Madrid; a proposta de trazer conceitos inovadores e discutir sobre sócio-ambientais continua a ser um tema central e uma quantidade significativa de fundos foi investida em iniciativas para a sustentabilidade. Tal como Lisboa, Madrid também passaria a acolher a sua versão do festival a cada dois anos.

Em 2011, o evento decide regressar á terra que o viu nascer. Mais uma vez a superar as espectativas e a apostar cada vez mais na diversidade musical e nos assuntos sociais e económicos. Viria a regressar em 2013 com as tendências de Lisboa de 2012, tendências essas que passavam por Jam Sessions, street dancing, e muita música electrónica. Mais de 350 mil pessoas estiveram presentes na capital portuguesa.

Rock In Rio Lisboa, 2014

E rapidamente chegava 2014, altura em que o Rock In Rio Lisboa fez 10 anos de existência. Foi comemorado com grandes espetáculos e para todos os gostos. Esta versão mais portuguesa do evento parece que veio mesmo para ficar por muitos mais anos.

No ano seguinte, mais um salto de gigante; Las Vegas foi palco da primeira edição do Rock In Rio USA, e ficou prometido o regresso para 2017.

Nesse mesmo ano, em 2015, o Rock In Rio comemorou 30 anos de existência, onde nomes como Queen, Metallica, Rihanna, Rod Stewart, System of a Down, estiveram presentes para soprar as 30 velas.

2016. Num jeito de continuação das comemorações dos 30 anos do Rock In Rio, o evento deste ano promete ser um grande festival. A cidade do Rock em Lisboa vai ser palco de grandes nomes da música, bem como de grandes festas, nos dias 19, 20, 27, 28 e 29 de maio.

Nunca tive a oportunidade (ainda!) de poder estar presente no Rock In Rio, mas penso que, apesar da grande aposta do evento em outros continentes estarem a ter boas expectativas, creio que se está a perder um pouco da essência do festival em si na sua terra de origem. E o facto de ser feito em várias cidades, faz com que a qualidade do festival seja repartida no seu aspeto musical, e isso pode não ser benéfico para quem vai só para ver os artistas; daí o festival estar a focar noutros pontos para além da música, como o teatro ou a dança.

Creio que daqui para a frente espera-se uma diminuição da quantidade de artistas de renome, mas um forte investimento em novos artistas e novas tendências para além da música. Diria que o Rock In Rio já não é considerado um festival mas sim, um encontro mundial de trocas de impressões em todas as vertentes artísticas e de preocupações ambientais. Não digo que isso é mau, mas acho que está na altura de afirmar isso com mais firmeza, pois num mundo onde quase todos queremos que as coisas sejam exatas, é necessário que toda a estrutura do evento seja bem explicada.

Deixo o link do evento aqui rockinriolisboa.sapo.pt e para quem vai, divirtam-se!